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Para delegado, pedreiro matou invasor em defesa de sua família

Por Fábio Estevam | Polícia
| Tempo de leitura: 2 min
REPRODUÇÃO
A PM atendeu a ocorrência e conduziu  pedreiro à delegacia
A PM atendeu a ocorrência e conduziu pedreiro à delegacia

O homicídio de um homem de 54 anos, ocorrido na noite desta quarta-feira (25), no bairro Villarejo, em Cabreúva, foi registrado como legítima defesa pelo delegado plantonista Daniel Ghetti do Prado. De acordo com o entendimento da autoridade policial, a vítima foi morta dentro da casa do suspeito após invadir o imóvel, promover danos e fazer ameaças contra ele e sua família. O autor do disparo é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e utilizou uma de suas armas para se defender.

O suspeito, que trabalha como pedreiro, relatou que há cerca de um ano mantinha relações comerciais com a vítima, envolvendo a compra e venda de um maquinário. A negociação teria gerado uma dívida, que vinha sendo cobrada de forma considerada ameaçadora. Ainda segundo o relato, antes de ir até a residência, a vítima teria avisado que faria a cobrança pessoalmente, em tom de ameaça.

Quando chegou ao imóvel, o homem teria iniciado agressões contra o portão, tentando invadir a residência. O pedreiro afirmou que tentou realizar disparos de advertência com uma de suas armas, uma pistola calibre .380, mas a arma apresentou falha. Em seguida, a vítima teria utilizado uma motocicleta para atingir o portão diversas vezes, conseguindo derrubá-lo. Nesse momento, a esposa do suspeito se escondeu em uma edícula.

Após invadir o imóvel, a vítima entrou em luta corporal com o morador, que conseguiu se desvencilhar e se trancar em um quarto, quando ligou para 190. O invasor teria chutado a porta até conseguir entrar no cômodo, quando acabou sendo atingido por disparos efetuados com outra arma do suspeito, um revólver calibre 38. O homem morreu no local.

Após o ocorrido, o autor saiu para a rua e encontrou uma equipe da Polícia Militar, que já havia sido acionada por ele antes mesmo dos disparos.

A PM apreendeu as armas, munições e a documentação, preservando o local até a chegada da Perícia Técnica e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que ficará responsável pela apuração dos fatos.

O pedreiro foi conduzido à delegacia, prestou depoimento ao delegado Daniel Ghetti do Prado e foi liberado, uma vez que a ocorrência foi registrada, inicialmente, como legítima defesa.

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