Ex-prefeito de Campo Grande é preso acusado de matar servidor
O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal foi preso em flagrante na tarde desta terça-feira (24) sob suspeitar de matar um homem.
A vítima foi identificada como Roberto Carlos Mazzini, que possuía cargo de fiscal tributário do governo de Mato Grosso do Sul. Mazzini foi morto no momento em que entrou na casa de Bernal.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul confirmou que o ex-prefeito se entregou, está preso e que o caso está sendo registrado como homicídio qualificado. O órgão afirmou que não vai emitir nota.
A polícia não disse se o ex-prefeito tem defesa constituída. Em casos anteriores, ele foi representado por um advogado que já morreu ou foi o responsável pela própria defesa (ele é advogado). A reportagem entrou em contato por telefone e email no início da noite desta terça com um escritório que já representou Bernal em casos cíveis, mas não obteve resposta.
A imprensa local afirma, segundo relato de testemunhas, que houve desentendimento entre Bernal e o servidor por conta de um arremate em leilão da residência onde o ex-prefeito vive, no bairro Jardim dos Estados. A versão não foi confirmada pela Polícia Civil.
Ex-deputado estadual, Bernal, então no PP, foi eleito prefeito de Campo Grande em 2012, rompendo o ciclo de três gestões do então PMDB (atual MDB). Seu mandato foi cassado em 2014 pela Câmara de Campo Grande, por 23 votos a 6, por denúncia de empresários que acusavam o então prefeito de fazer contratações emergenciais sem justificativa.
O vice Gilmar Olarte assumiu a prefeitura em março de 2014 e ficou no cargo até agosto de 2015. Bernal voltou à cadeira após decisão judicial anular o decreto de cassação, com a justificativa de que houve conluio para afastá-lo.
Ele concorreu à reeleição em 2016, mas saiu derrotado.