Com o cenário político nacional em constante movimento e possíveis nomes à presidência ganhando força, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ratinho Jr. e Eduardo Leite (PSD), lideranças partidárias da região de Jundiaí projetam, de acordo com as necessidades avaliadas, quais devem ser as prioridades do governo federal para os próximos anos. Em comum, está a avaliação de que a presença da União é cada vez mais necessária para fortalecer o município
Para Felipe Pinheiro, porta-voz da Rede Sustentabilidade, os investimentos federais já começam a aparecer, especialmente por meio do Novo PAC. “O governo destinou recursos importantes para a região, principalmente em infraestrutura e saúde. E essa tendência deve continuar, independentemente de quem for eleito, já que a região segue em crescimento”, afirma. Ele destaca ainda a importância de eleger representantes locais no Congresso para ampliar a captação de recursos e investir em mobilidade e adaptação climática.
Na mesma linha, Cintia Vanessa, presidente do PSOL, defende que o foco deve estar no combate às desigualdades. “É preciso investir nas periferias, em saúde, educação, mobilidade e moradia. A polarização atrapalha quando impede avanços, mas não pode ser desculpa para deixar de enfrentar os problemas reais da população”, diz.
Já o presidente do PSDB em Jundiaí, Ilcemar Fonseca, reforça a necessidade de investimentos estruturais, especialmente em mobilidade urbana regional. “Não sinto a presença da União no município. O governo federal poderia contribuir mais, principalmente em obras de infraestrutura”, avalia. Para ele, a polarização também não contribui para o desenvolvimento do país.
Crítico do cenário atual, o presidente do PL na cidade, Adilson Rosa, aponta problemas estruturais na condução da política econômica. “O Brasil precisa de uma agenda nacional voltada ao crescimento sustentável, com foco em produtividade, inovação e competitividade. Hoje, falta estratégia de país, e isso impacta diretamente os municípios”, afirma. Ele também defende investimentos em educação, tecnologia, redução da burocracia para melhorar o ambiente de negócios e correção da tabela SUS. “Da forma que está, ela impacta a saúde negativamente, exigindo um esforço tremendo dos municípios”, ressalta.
Na mesma direção, o presidente do Republicanos, Fernando de Souza, avalia que o país precisa priorizar economia, educação e políticas sociais. “Sem previsibilidade econômica e segurança jurídica, não conseguimos avançar. E, ao mesmo tempo, é fundamental cuidar das pessoas que mais precisam”, destaca. Ele também critica a polarização e afirma que o governo federal tem sido ausente na região e destaca que faltam investimentos em saúde, mobilidade e programas sociais. “Essas áreas demandam investimentos que os municípios não têm condições de fazer com orçamento próprio e é papel da União contribuir, a exemplo do que o governador Tarcísio de Freitas vem fazendo”, opina, mencionando os recentes investimentos na saúde regional.