PARA DEPUTADOS

Parimoschi defende vínculo territorial e afetivo em voto

Por Felipe Torezim | Jornal de Jundiaí
| Tempo de leitura: 3 min
Samuel Silva/JJ
José Antonio Parimoschi foi o entrevistado desta quinta-feira (12), na rádio Difusora
José Antonio Parimoschi foi o entrevistado desta quinta-feira (12), na rádio Difusora

O assessor especial da Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias da Prefeitura de São Paulo e ex-gestor de Governo e Finanças de Jundiaí, José Antonio Parimoschi, defendeu que o eleitor priorize candidatos com vínculo territorial e afetivo com a região na escolha de deputados estaduais e federais. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bastidores da Política, apresentado pelo jornalista Itamar Gonçalves, da Rádio Difusora AM 810, nesta quinta-feira (12).

Parimoschi afirmou que a escolha de representantes com ligação direta com a cidade e a região pode impactar diretamente no desenvolvimento local. “É hora do eleitor se conscientizar que é aqui que ele muda aquilo que tanto reclama. É importante olhar para candidatos que tenham vínculo com a terra”, afirmou.

Segundo ele, o “amor ao território” deve ser um dos principais critérios de avaliação. “Quem ama a terra cuida, preserva e defende seus interesses. Para representar bem, é preciso entender a realidade local e conhecer as demandas da população”, disse. “Para a gente ter uma região desenvolvida, com saúde, inclusão, educação especializada, precisa de gente com esse perfil, que irá mudar a realidade das pessoas”, completou. Ele ainda mencionou que as pessoas moram nas cidades, mas vivem na região como um todo.

Parimoschi também destacou que o voto deve ser racional e baseado na confiança do eleitor, mas levando em conta a proximidade do candidato com a região. Durante a entrevista, ele ressaltou ainda a importância da atuação parlamentar na destinação de recursos. De acordo com Parimoschi, cada deputado federal tem direito a cerca de R$ 36 milhões por ano em emendas individuais. Em um mandato de quatro anos, esse valor pode chegar a aproximadamente R$ 160 milhões. “Olha a importância de ter alguém da região para destinar esses recursos para as nossas cidades”, afirmou.

Ele também mencionou que um deputado com base local pode ser cobrado diretamente pela população. “Ele estará presente no dia a dia. O eleitor que deposita o voto pode levar demandas, acompanhar e cobrar resultados”, disse.

No caso dos deputados estaduais, embora o volume de recursos seja menor, Parimoschi destacou que a atuação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo é importante para inserir as cidades em projetos regionais e estaduais.

Ao comentar o cenário político da região, ele lembrou que o último representante eleito diretamente com base local foi Miguel Haddad. Parimoschi também citou o ex-prefeito e ex-deputado federal André Benassi como exemplo de liderança com forte ligação com a cidade. Segundo ele, parlamentares com vínculo territorial conhecem melhor as instituições locais e conseguem direcionar recursos com mais precisão.

Ele ainda afirmou que a Região Metropolitana de Jundiaí tem potencial eleitoral para eleger representantes próprios. “São cerca de 630 mil votos na região. Temos condições de colocar representantes em Brasília e na Assembleia Legislativa”, afirmou.

Parimoschi também defendeu mudanças no sistema político brasileiro, citando como exemplo o modelo de voto distrital adotado em países como a Alemanha. Segundo ele, esse sistema fortalece a relação entre representantes e seus territórios.

Por fim, orientou os eleitores a refletirem antes de votar. “É importante escolher pessoas capacitadas, ficha limpa e comprometidas com a realidade da região. O cidadão é eleitor e contribuinte. O voto também define o tipo de Estado e de sociedade que queremos construir”, concluiu.

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