CONTRA INTERVENÇÃO

Brasil tenta evitar que EUA classifiquem facções como terroristas

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados e U.S. Department of State
Pelas regras dos EUA, a designação como Organização Terrorista Estrangeira permite bloqueio de ativos, entre outras medidas.
Pelas regras dos EUA, a designação como Organização Terrorista Estrangeira permite bloqueio de ativos, entre outras medidas.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone nesse domingo (8) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e tratou, entre outros temas, da possibilidade de facções criminosas brasileiras serem enquadradas como organizações terroristas estrangeiras pelo governo americano.

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Segundo fontes ouvidas pela GloboNews, o governo brasileiro busca impedir que grupos como o PCC e o Comando Vermelho sejam incluídos na lista dos EUA. Diplomatas avaliam, reservadamente, que a medida poderia abrir margem para ações unilaterais sob o argumento de combate ao narcotráfico.

De acordo com interlocutores ligados à gestão de Donald Trump, a proposta é defendida por Rubio e pode ser encaminhada ao Congresso americano nos próximos dias.

Pelas regras dos EUA, a designação como Organização Terrorista Estrangeira permite bloqueio de ativos, sanções financeiras, restrições migratórias e até uso de força militar. Para isso, o grupo precisa ser estrangeiro, envolver-se em atividade terrorista e representar ameaça à segurança nacional americana.

O tema ganhou força após a ofensiva militar dos EUA na Venezuela, em janeiro, quando o governo americano capturou Nicolás Maduro, posteriormente levado a julgamento em Nova York sob acusações relacionadas a narcoterrorismo.

Na mesma conversa, Vieira e Rubio também trataram da possível viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington para encontro com Trump. A visita ainda não tem data confirmada.

Com informações do g1 e GloboNews.

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