A etiqueta é item obrigatório em roupas e demais produtos têxteis e reúne informações essenciais para a segurança do consumidor e para a durabilidade das peças. O alerta é do Ipem-SP, autarquia do Governo de São Paulo vinculada à Secretaria da Justiça e Cidadania e órgão delegado do Inmetro. Segundo o instituto, ignorar ou remover essas orientações pode causar prejuízos e até riscos à saúde.
De acordo com o órgão, a etiqueta funciona como a identificação oficial do produto têxtil. Nela devem constar, obrigatoriamente, a composição do tecido com indicação das fibras e respectivos percentuais, o país de origem, o tamanho ou dimensão, as instruções de conservação e a identificação do fabricante ou importador, com nome, razão social ou marca registrada.
As orientações de conservação podem ser apresentadas por símbolos, textos ou ambos. A bacia com água indica as condições de lavagem e, quando acompanhada de número, a temperatura máxima permitida. O triângulo informa sobre o uso de alvejante; o quadrado trata da secagem; o quadrado com círculo indica secagem em tambor; o ferro orienta sobre a passadoria; e o círculo refere-se à lavagem a seco ou limpeza profissional. Quando o símbolo aparece riscado, o procedimento é proibido.
O Ipem-SP destaca que a expressão “100%” só pode ser utilizada quando o produto é composto por uma única fibra, dentro de margem técnica permitida. Em itens anunciados como “100% algodão”, por exemplo, o consumidor deve conferir se a composição descrita confirma a informação, evitando indução ao erro.
A ausência de etiqueta, dados incompletos ou informações ilegíveis pode indicar irregularidade e descumprimento das normas técnicas. Além disso, sem a identificação correta dos materiais, consumidores com sensibilidade a determinadas fibras podem ficar expostos a reações alérgicas.
O órgão também orienta que, caso a etiqueta cause desconforto durante o uso, o consumidor registre as informações com foto, frente e verso, antes de removê-la. Dessa forma, os dados permanecem acessíveis para futuras consultas sobre conservação e procedência.
No vestuário infantil, especialmente para crianças de 0 a 7 anos, o cuidado deve ser redobrado. É recomendável verificar a presença de cordões, capuzes, botões e outros adereços que possam se soltar ou se prender, aumentando o risco de acidentes, além de confirmar se as informações obrigatórias estão claras e completas.
Segundo o Ipem-SP, seguir as instruções de lavagem e conservação evita problemas como encolhimento, desbotamento e deformações causadas por procedimentos inadequados, preservando a qualidade da peça e reduzindo prejuízos ao consumidor.
O instituto disponibiliza para download o Guia Prático de Consumo, com orientações sobre a compra de produtos têxteis, embalados e eletrodomésticos, além de informações sobre itens que devem apresentar o selo do Inmetro e o uso correto de instrumentos de medição em estabelecimentos comerciais.
Em caso de suspeita de irregularidades, a Ouvidoria do Ipem-SP recebe denúncias pelo telefone 0800 013 05 22, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo e-mail ouvidoria@ipem.sp.gov.br e pelo site oficial do órgão.