TRAGÉDIA

Dois dias antes de atirar em filhos, secretário gravou vídeo

Por Da Redação | Itumbiara (GO)
| Tempo de leitura: 2 min
Redes sociais
Dois dias antes de atirar em filhos, secretário gravou vídeo
Dois dias antes de atirar em filhos, secretário gravou vídeo

Dois dias antes de atirar contra os próprios filhos e tirar a própria vida, o secretário de Governo Thales Machado, de 40 anos, publicou um vídeo nas redes sociais no qual exaltava a família e a trajetória política. A gravação voltou a circular após a tragédia registrada na madrugada de quinta-feira (12).

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O caso ocorreu em um condomínio residencial em Itumbiara, no sul de Goiás. Segundo a Polícia Civil de Goiás, Thales atirou contra os filhos, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8, dentro de casa e, em seguida, disparou contra si.

No vídeo, gravado dentro de um veículo, ele se apresenta aos seguidores e afirma ter decidido falar após questionamentos de moradores. “Sou pai do Miguel, pai do Benício, sou casado com a Sarah”, diz em um trecho, ao destacar que construía a família na cidade onde nasceu e foi criado.

Ao longo da gravação, o então secretário também menciona a atuação política e a relação com o prefeito Dione Araújo (União Brasil), de quem era genro. Ele afirma que trabalhava pela cidade e que pretendia compartilhar mais sobre sua história nos dias seguintes.

Miguel morreu no mesmo dia do crime. Benício chegou a passar por cirurgia e ficou internado em estado gravíssimo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas não resistiu e morreu na sexta-feira (13). O velório do filho mais velho foi marcado por forte comoção.

Após o ocorrido, também foi divulgada uma carta atribuída a Thales, publicada em rede social, na qual ele pedia desculpas a familiares e relatava problemas no casamento. A motivação do crime ainda é investigada, e a polícia não divulgou detalhes oficiais sobre a dinâmica dos fatos.

Thales Machado era considerado uma figura conhecida na política local e tinha o nome cogitado para disputar as eleições deste ano, com possibilidade de concorrer a deputado estadual ou federal. O caso segue sob investigação.

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