O mês de dezembro de 2025 teve retrocesso significativo no emprego formal em Jundiaí. Foram 2.783 vagas perdidas, do saldo entre 6.588 admissões e 9.371 desligamentos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Se o ano havia começado com força total na geração de novos postos na cidade, os últimos dois meses tiveram perda expressiva.
Novembro e dezembro tiveram redução de 3.244 postos de emprego formal na cidade, o que é mais do que o emprego gerado entre maio e outubro de 2025 (3.152). No comparativo com anos anteriores, 2025 teve redução de quase 40% na geração de vagas formais em relação a 2024, que registrou 5.327 postos abertos na cidade. Em relação a 2023, houve avanço de 42%, pois o ano havia tido geração de 2.259 colocações na cidade.
Ainda sobre o saldo de dezembro, a recessão atingiu também o Estado de São Paulo (-224.282) e o Brasil (-618.164), com retração em todos os setores. Em Jundiaí, foram 11 vagas perdidas na Agropecuária, 105 na Construção, 250 no Comércio, 625 na Indústria e 1.792 postos a menos em Serviços.
E, sendo o setor que mais perdeu vagas em dezembro, Serviços perdeu o posto de setor que mais gerou emprego em Jundiaí no ano passado. No saldo de 2025, o Comércio (1.212) aparece em primeiro lugar, seguido então por Serviços (927), Construção (673) e Indústria (413). No acumulado do ano, Agropecuária (-15) teve perda de vagas formais em Jundiaí.
País
Brasil encerrou o ano de 2025 com a abertura de 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada.O número é fruto de 26,6 milhões de contratações e 25,3 milhões de demissões. E este foi o pior resultado para um ano consolidado desde 2020, ano da pandemia, quando o ano fechou com um saldo negativo de 189 mil.
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O saldo é 23,73% menor em relação a 2024, quando o país tinha criado 1.677.575 empregos. Apenas em dezembro, foram 11,29% a mais em relação ao mesmo mês de 2024. Ainda assim, o saldo nacional foi positivo e todos os setores registraram alta nos saldos de empregados: Serviços (758.355); Comércio (247.097); Indústria (144.319); Construção (87.878); e Agropecuária (41.870).
Em Serviços, a criação de empregos no Brasil em 2025 foi puxada pelo segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com a abertura de 318.460 postos formais. A categoria de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais abriu 194.903 vagas.
Na Indústria, o destaque positivo ficou com a indústria de transformação, que contratou 114.127 trabalhadores a mais do que demitiu. Em segundo lugar, ficou o segmento de água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação, que abriu 14.346 vagas. A indústria extrativa abriu 9.554 vagas em setembro.