A secretária de Agricultura e Turismo de Jundiaí, Marcela Moro, mostra os números grandiosos da Festa da Uva 2026 e o cuidado com a integração, mobilidade e sustentabilidade durante o evento, que recebe visitantes de mais de 400 cidades brasileiras e 19 países, com geração de mais de R$ 44 milhões em negócios locais e impulsionamento de público para o resto do ano.
Quais serão as principais inovações da Festa da Uva 2026 em relação às edições anteriores, especialmente no formato, nas atrações e na experiência dos visitantes?
Entre suas novidades, a 41ª Festa da Uva e 12ª Expo Vinhos irá trazer algumas surpresas para os seus visitantes, com uma decoração modificada e atualizada, alguns novos aspectos tecnológicos, novas atrações e algumas ampliações. A Festa irá contar com uma área especial para quem curte a música dos anos 80 e outra para quem curte a Cultura Geek, com atrações para os jovens, como Pokémons e outras novidades relacionadas a esse segmento.
Qual é a estimativa de impacto econômico que a festa deve gerar para o município e para os produtores locais de uva, vinho e artesanato?
A Festa da Uva e Expo Vinhos é o principal evento turístico, cultural e também relacionado ao agronegócio do município. Na última edição, de 2025, em termos de vendas, a movimentação dentro do espaço da Festa foi de aproximadamente R$ 44 milhões. A expectativa para a edição de 2026 é de superar estes números, já que contaremos com mais expositores.
Como a Prefeitura tem apoiado os viticultores e fruticultores de Jundiaí para garantir a qualidade e o protagonismo dos produtos expostos na festa? Fale sobre seus diversos programas.
A Prefeitura de Jundiaí, por meio da Secretaria Municipal de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (SMAAT), conta com um conjunto de subsídios que apoiam a produção de uva e a produção rural de modo geral aqui no município. São eles a Subvenção do Seguro Agrícola, do Apoio ao Cultivo Protegido, dos Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) e do Programa Municipal de Apoio ao Agronegócio de Jundiaí (PROAJ). O foco é deles é a garantia de suporte técnico e subsídio financeiro, para que os produtores continuem produzindo.
Que estratégias estão sendo adotadas para atrair turistas de outras cidades e estados, consolidando Jundiaí como destino enoturístico?
O trabalho de atração de turistas se dá por meio da divulgação direcionada a todos os públicos interessados na Festa. Contamos com um canal para agências de viagem, para guias de turismo, para esclarecer dúvidas e também para fazer o convite com bastante antecedência. O lançamento da edição do ano seguinte sempre é feito durante a realização da Festa e, com isso, queremos garantir que os grupos de turistas consigam se preparar antecipadamente para isso. E já começamos esta divulgação, soltamos o ‘Save the date’, tudo isso para que as agências consigam se programar para trazer seus grupos para cá. A Festa é o portão de entrada em termos de turismo não só em nível regional, como também nacional. Na última edição, recebemos visitantes de 418 cidades, de todos os estados do País e do Distrito Federal, além de 19 países diferentes, com fluxos de pessoas muito significativos. E temos percebido que esses turistas que vêm para a Festa têm a oportunidade de degustar os produtos que Jundiaí oferece e eles retornam ao longo do ano. Então a Festa é o nosso portão de entrada e vai continuar sendo o principal atrativo da nossa cidade e da nossa região.
Há iniciativas previstas para tornar a Festa da Uva 2026 mais sustentável, como gestão de resíduos, uso de materiais recicláveis ou incentivo à mobilidade verde?
Com relação à sustentabilidade, continuamos na Festa com um processo iniciado há alguns anos pelo uso das taças para a degustação dos vinhos, o que economiza mais de 600 mil copinhos descartáveis. Na edição de 2025, o uso de copos de uso único (copos plásticos) foi sistematicamente proibido. E os canudos passarão a ser permitidos desde que sejam de papel. Queremos que sejam utilizados materiais não tão agressivos e, claro, temos ações focadas à separação de resíduos, ao incentivo à coleta seletiva correta, separação, para que a Festa seja positiva para a cidade, mas que não cause impactos.
Como a Prefeitura está se preparando para o aumento do fluxo de visitantes em termos de transporte público, estacionamento e acessibilidade?
Por parte da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte, contamos sempre com um reforço no fluxo e no número de ônibus direcionados para a Festa. Há também a implementação do ‘Expresso’, que sai da Estação Ferroviária e vai direto para a Festa, o que facilita muito também, porque temos um grande fluxo de pessoas que vem para a festa e utilizam o trem como seu meio de transporte e, aqui, utilizam o transporte local.
Quais medidas estão sendo planejadas para garantir segurança, conforto e acessibilidade para todos os públicos — inclusive crianças, idosos e pessoas com deficiência?
Em termos de acessibilidade, o tema também ganha uma atenção especial. A Festa conta com cadeiras de rodas disponíveis, além dos carros elétricos no parque, destinados às pessoas com problemas de locomoção. Isso tudo sem contar com uma equipe que que acompanha e monitora os visitantes, oferecendo o serviço de audiodescrição para cegos e o acompanhamento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para as pessoas com deficiência auditiva.
O que a administração municipal pretende deixar como legado da edição de 2026 para fortalecer o calendário de eventos e o desenvolvimento turístico de Jundiaí?
A Festa da Uva é a maior festa dedicada à Uva Niagara do mundo e também a maior festa de uva do Brasil, em termos proporcionais, já que na Festa de Caxias do Sul são 20 dias de evento. Então, proporcionalmente, o fluxo de pessoas em Jundiaí é maior. O legado é sempre abrir a participação, cada vez maior, principalmente para as entidades assistenciais. O ano passado foram 53 e este ano já são mais de 60 inscritas. Ou seja, amplia-se esse recurso, que fica para a nossa cidade, para as nossas entidades, trazendo benefícios diretos e indiretos a todos os envolvidos. E, além de gerar renda, por meio do fomento à economia local, a Festa também gera empregos, porque contratamos para a realização do evento e os próprios expositores acabam subcontratando também. Enfim, a Festa movimenta a economia, movimenta as entidades e movimenta a comunidade como um todo. Por isso acho que o principal legado é fazer sempre uma Festa cada vez melhor para que a comunidade jundiaiense se surpreenda com cada nova edição e a de 2026 virá cheia de surpresas.