A partir do final da segunda guerra mundial (maio/agosto de 1945), principalmente a economia vem, sempre, condicionando o fazer político. Ora mais intensamente, ora menos, mas sempre.
Vários acordos econômicos, na verdade, “Tratados”, foram produzidos ao final de 2ª Guerra Mundial, assim como o de Bretton Woods, em 1944, antes mesmo do final da 2° guerra, estabelecendo as bases do sistema monetário internacional; e o plano Marshall, 1948 /1951, um programa de ajuda dos EUA para a reconstrução da Europa.
Tanto o acordo de Bretton Woods quanto o Plano Marshall promoveram a recuperação da economia na Europa, estimulando a cooperação econômica entre os países europeus, com respingos no mundo inteiro; também funcionando como um fator de estabilidade política, durante a guerra fria, gerando por consequência a hegemonia americana no mundo ocidental.
No período entre 29 de julho de 1946 a 15 de outubro do mesmo ano, houve a conferência que gerou o Tratado de Paz, o qual foi assinado em Paris, no dia 10 de fevereiro de 1947, selando, definitivamente, o fim da 2ª grande guerra.
Esses acordos e tratados criaram o FMI - Fundo Monetário Internacional - e o Banco Mundial. E foi a partir do estabelecimento desses acordos/planos é que o dólar se estabeleceu como a principal moeda de troca no mundo.
Assim, o dólar é a moeda dominante na economia global, sendo usado no comércio internacional por todos os países. Até 1971, o dólar era fundado no padrão-ouro; porém, desse ano para cá, a moeda deixa esse vínculo com o ouro. Encerra-se o Pacto de Bretton Woods.
Agora dá para entender porque Trump II não consegue segurar sua ira quando ouve falar em BRICS, nem no fim da moeda única (dólar) como moeda internacional para as trocas comerciais no mundo.
Tudo isso se estabelece por meio de eleições diretas, indiretas, por tratados, por acordos, por golpes de estado, dentre outros.
Modernamente, onde os regimes são democráticos, o voto é a ferramenta popular de escolha ou de troca de governante, por meio não violento. Às vezes, até em países democráticos, há tentação de fazê-la nem tão sem violência assim.
Os marketeiros, ao longo das últimas décadas, vêm criando nomes para o voto. Esses nomes mudam, ocasionalmente, ao sabor dos ventos e a maior mudança aconteceu a partir de 2018.
• Hoje, parece que nós não VOTAMOS para escolher, parece ser mais VETO.
• As eleições viraram plebiscitárias.
• O eleitor parece que vai decidir qual lado não deve assumir o poder.
• O voto é para evitar o que parece ser mais danoso ao eleitor.
• O voto, atualmente, não é para resolver os problemas, mas para evitar o problema político que o lado preterido representa.
Não é voto. É veto.
No próximo artigo, falarei sobre o voto e outras questões.
Oswaldo Fernandes foi secretário da Educação em Jundiaí