A Represa de Acumulação de Jundiaí está atualmente com 66% de sua capacidade de 9,3 bilhões de litros de água. O índice é 11% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Segundo a DAE, a redução é atribuída principalmente ao menor volume de chuvas acumulado ao longo de 2025. Dados do boletim divulgado pela Defesa Civil nesta segunda-feira (1) mostram que, em novembro, choveu 193 mm, volume abaixo tanto da média histórica desde 2012 (237 mm) quanto dos totais registrados em 2023 e 2024 (214 mm e 284 mm, respectivamente).
Mesmo com esse cenário, a situação permanece estável. A DAE Jundiaí mantém o bombeamento contínuo do Rio Atibaia, garantindo segurança hídrica e abastecimento regular para a população. A medida é parte da operação de rotina e tem sido suficiente para equilibrar o sistema diante das oscilações climáticas.
O diretor-presidente da autarquia, Luiz Roberto Del Gelmo, explica que, apesar do índice de chuvas estar cerca de 30% abaixo do esperado, o monitoramento diário garante tranquilidade no fornecimento. “O regime de chuvas começou em outubro, ainda de forma tímida, mas acreditamos que será suficiente para manter o abastecimento de forma normal, contínua e sem contratempos”, afirma.
Apesar da condição controlada, a DAE reforça a importância do uso consciente da água. A orientação vale especialmente em períodos de menor regularidade de chuvas, quando pequenas atitudes cotidianas ajudam a preservar mananciais e manter o sistema funcionando com eficiência.
PELA RMJ
Na região, o cenário também é de estabilidade. A Sabesp informa que o abastecimento em Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Itupeva, Jarinu e Cabreúva segue normal. Segundo a companhia, as vazões dos mananciais continuam suficientes para atender à demanda, graças à recuperação parcial proporcionada pelas chuvas de novembro, mesmo abaixo da média.
A Sabesp afirma que segue monitorando continuamente níveis e vazões, adotando medidas preventivas sempre que necessário. A companhia também reforça que o uso consciente da água é recomendação permanente, especialmente em períodos de altas temperaturas e baixa pluviosidade, como o atual.
O Jornal de Jundiaí entrou em contato com a Prefeitura de Louveira, mas não recebeu retorno até o momento.