A UTI Neonatal do Hospital Universitário de Jundiaí (HU) está operando no limite após registrar, nos últimos dias, um aumento significativo no número de bebês prematuros. Segundo a instituição, todos os 20 leitos oficiais, sendo 10 de UTI e 10 de Semi-Intensiva, estão ocupados. Além disso, quatro leitos extras foram abertos e também já estão preenchidos, totalizando 24 recém-nascidos internados. No momento, não há vagas disponíveis.
“O cenário de lotação não está ligado a um motivo específico, mas ao grande número de bebês prematuros que chegaram nos últimos dias”, explica o diretor clínico do HU, André Grion. “Ainda não há previsão de liberação de novos leitos, já que isso depende exclusivamente da evolução clínica e das altas médicas de cada bebê internado”, comenta André.
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Entre os bebês internados está a pequena Sarah de dois meses de vida. Segundo a mãe, Maria Kelma Viana Marinho, de 42 anos, a bebê permanece internada na UTI Neonatal desde o nascimento. Maria Kelma enfrentou um quadro grave de pré-eclâmpsia e síndrome de HELLP, o que levou à necessidade de uma cesariana de urgência. A síndrome HELLP é uma complicação grave da gravidez, uma forma severa de pré-eclâmpsia, que causa danos a vários órgãos e exige intervenção de emergência.

Aos 42 anos, Maria Kelmia acompanha a
evolução da filha Sarah, de dois meses
“Tenho acompanhado dia após dia a evolução da Sarah, torcendo pela estabilidade clínica, ganho de peso e por um desenvolvimento sem sequelas. Minha expectativa é que ela fique bem e ganhe peso para voltar para casa”, diz.
Reorganização
Quando a demanda ultrapassa a capacidade instalada, o hospital aciona o CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), responsável por organizar o encaminhamento de pacientes para outras unidades da região, caso necessário.
Além disso, para manter o atendimento de todos os bebês, o Hospital Universitário tem adotado medidas como realocação interna de pacientes, agilização de altas médicas e transferências por convênios. O CROSS faz a regulação dos casos mais urgentes.
Mesmo diante da lotação, o hospital afirma que continuará acolhendo os recém-nascidos “conforme a disponibilidade estrutural no momento de cada chegada”, garantindo assistência dentro dos recursos técnicos e humanos oferecidos pela unidade.