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Explosão de nascimentos prematuros lota UTI Neonatal do HU 

Por Felipe Torezim |
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Diretor clínico do HU afirma não ter um motivo específico para superlotação, além dos prematuros
Diretor clínico do HU afirma não ter um motivo específico para superlotação, além dos prematuros

A UTI Neonatal do Hospital Universitário de Jundiaí (HU) está operando no limite após registrar, nos últimos dias, um aumento significativo no número de bebês prematuros. Segundo a instituição, todos os 20 leitos oficiais, sendo 10 de UTI e 10 de Semi-Intensiva, estão ocupados. Além disso, quatro leitos extras foram abertos e também já estão preenchidos, totalizando 24 recém-nascidos internados. No momento, não há vagas disponíveis.

“O cenário de lotação não está ligado a um motivo específico, mas ao grande número de bebês prematuros que chegaram nos últimos dias”, explica o diretor clínico do HU, André Grion. “Ainda não há previsão de liberação de novos leitos, já que isso depende exclusivamente da evolução clínica e das altas médicas de cada bebê internado”, comenta André.

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Entre os bebês internados está a pequena Sarah de dois meses de vida. Segundo a mãe, Maria Kelma Viana Marinho, de 42 anos, a bebê permanece internada na UTI Neonatal desde o nascimento. Maria Kelma enfrentou um quadro grave de pré-eclâmpsia e síndrome de HELLP, o que levou à necessidade de uma cesariana de urgência. A síndrome HELLP é uma complicação grave da gravidez, uma forma severa de pré-eclâmpsia, que causa danos a vários órgãos e exige intervenção de emergência.

Aos 42 anos, Maria Kelmia acompanha a
 evolução da filha Sarah, de dois meses

“Tenho acompanhado dia após dia a evolução da Sarah, torcendo pela estabilidade clínica, ganho de peso e por um desenvolvimento sem sequelas. Minha expectativa é que ela fique bem e ganhe peso para voltar para casa”, diz.

Reorganização

Quando a demanda ultrapassa a capacidade instalada, o hospital aciona o CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde), responsável por organizar o encaminhamento de pacientes para outras unidades da região, caso necessário.

Além disso, para manter o atendimento de todos os bebês, o Hospital Universitário tem adotado medidas como realocação interna de pacientes, agilização de altas médicas e transferências por convênios. O CROSS faz a regulação dos casos mais urgentes.

Mesmo diante da lotação, o hospital afirma que continuará acolhendo os recém-nascidos “conforme a disponibilidade estrutural no momento de cada chegada”, garantindo assistência dentro dos recursos técnicos e humanos oferecidos pela unidade.

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