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Rotas do Queijo: Bandeirantes destaca história e gastronomia

Por Redação | Governo do Estado de São Paulo
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O projeto tem o objetivo de valorizar a produção dos queijos artesanais paulistas
O projeto tem o objetivo de valorizar a produção dos queijos artesanais paulistas

Boituva, Campinas, Cabreúva, Itu, Itupeva, Jundiaí, Nova Odessa, Porto Feliz e Tatuí ganham mais um atrativo turístico. Esses municípios fazem parte das Rotas do Queijo de São Paulo. O projeto tem o objetivo de valorizar a produção dos queijos artesanais paulistas, além de estimular o desenvolvimento e o turismo gastronômico ligado ao queijo. Essa é mais uma ação intersecretarial sob a coordenação da Casa Civil, com as contribuições das Secretarias de Turismo e Viagens, Agricultura e Abastecimento, Cultura e Economias Criativas, Desenvolvimento Econômico e Invest SP.

Classificadas em oito rotas estruturadas, as Rotas do Queijo de São Paulo agregam propriedades localizadas em 77 municípios. Na Rota Bandeirantes, nove municípios estão representados. Em Boituva, a Campo em Casa une tradição familiar e respeito à terra. Lá, o rebanho é tratado como protagonista, criado solto e com alimentação natural, o que resulta em leite puro e produtos sem aditivos. Tudo começou com o iogurte de abacaxi — homenagem aos bisavós — e depois, o portfólio cresceu com outros iogurtes artesanais e o queijo Dejo Pintasilgo, um parmesão de 12 meses que celebra o tempo e a paciência do fazer queijeiro. A loja no sítio reúne laticínios próprios e uma curadoria de parceiros sob o selo Campo em Casa Seleciona. Ainda na Campo em Casa, é possível fazer degustação simples e visitas técnicas.

Já em Itu, os visitantes podem se sentir no paraíso na Queijaria Vale Dos Anjos. Urbana e autoral, a queijaria opera em Itu (Portal do Éden) desde 2019, usando leite de vacas Jersey para criar receitas de identidade própria: o Querubim (massa semi cozida, inspiração Gruyère) e o Angélique (massa mole e casca florida, inspiração Camembert). As premiações incluem três pratas para o Querubim e Super Ouro para o Angélique. As experiências, como degustação simples, estão disponíveis mediante agendamento e atende eventos de negócios/apresentações.

Em Nova Odessa, o Laticínio Iracema nasceu da experiência de mais de 20 anos da família na produção de queijos e do recente SISP Artesanal (2025). A queijaria desenvolve queijos finos e autorais, mantendo os clássicos minas frescal, meia cura, frescal cremoso, montanhês e minas padrão. A “Venda do Zezinho” é a loja-afeto da casa, na qual, uma vez por mês, é servido um café colonial com produtos próprios e quitutes feitos na cozinha. Além disso, de segunda a sábado acontece uma degustação conduzida. O local também oferece almoços e jantares harmonizados, seguindo a agenda mensal do café colonial.

A lista completa de propriedades está disponível no site www.rotasdoqueijo.sp.gov.br.
 
“São Paulo cresce no turismo e é referência quando o assunto é gastronomia e turismo rural. Os nossos queijos estão entre os melhores do mundo, atraindo visitantes de todas as partes do país e do mundo para vivenciar os processos de produção, experiências no campo, mostras e degustações, além de eventos turísticos dos mais diversos, que incrementam a economia e valorizam a produção e a cultura local”, comenta o secretário de Turismo e Viagens, Roberto de Lucena.

A força do turismo rural e gastronômico em São Paulo

O estado de São Paulo se tornou um dos maiores celeiros de produtores de queijos artesanais do país, alcançando reconhecimento internacional — como na 7ª edição do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, o popular Mundial de Queijos da França, competição que reuniu representantes de 26 países e mais de 1.900 variedades. O estado de São Paulo garantiu quatro medalhas de ouro: três para queijos e uma para iogurte.

Produto típico do campo e das zonas rurais de São Paulo, o queijo tem impulsionado uma extensa cadeia ligada ao turismo rural, um dos segmentos mais procurados pelo viajante desde o início da pandemia, com crescimento de quase 30% ao ano, segundo pesquisa do Sebrae. A gastronomia é hoje o terceiro maior impulsionador de viagens no mundo, atrás da natureza e da cultura, segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT).

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