ALERTA

Região já está na época de reprodução do carrapato-estrela

Por Nathália Sousa |
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
O carrapato, que transmite a febre maculosa, ocorre naturalmente na região de Jundiaí
O carrapato, que transmite a febre maculosa, ocorre naturalmente na região de Jundiaí

A Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) já iniciou ações relacionadas à prevenção da febre maculosa, transmitida pelo carrapato-estrela. No ano passado, houve um surto da doença, principalmente em Campinas, mas Jundiaí chegou a registrar cinco casos positivos e três mortes em decorrência da febre maculosa, número mais alto do que o de anos anteriores.

A febre maculosa não é transmitida de pessoa para pessoa, mas por meio da picada do carrapato-estrela, vetor da bactéria do gênero Rickettsia. Justamente por isso, o tratamento é feito com antibiótico específico. A taxa de letalidade da febre maculosa é de 75%.

Por isso também, a população deve evitar contato com carrapatos. Se a permanência em áreas de mata for inevitável, é necessário utilizar roupas claras (para visualizar o carrapato com mais facilidade), mangas compridas, botas e calças com elástico na barra. Se a pessoa passar em área de risco, é importante fazer uma busca pelo carrapato a cada 1 hora e, caso encontre algum, removê-lo imediatamente do corpo.

Se uma pessoa esteve em uma área com vegetação, rios ou com presença de capivaras, que também são predadas pelo carrapato, e sentir algum dos sintomas citados abaixo, é preciso procurar atendimento médico o quanto antes e informar que esteve recentemente nesses locais.

AÇÕES

Na região, nenhum município relatou casos positivos de febre maculosa neste ano. Em nota, Cabreúva informou apenas que não houve registros confirmados, tampouco suspeitos, no município até o momento.

Em Jarinu, a prefeitura informa que não há casos confirmados nem suspeitos de febre maculosa. A Prefeitura da cidade, por meio da Secretaria de Saúde, tem intensificado a comunicação com as agentes comunitárias de saúde, diretamente nos bairros, e também dos canais institucionais.

A Prefeitura de Várzea Paulista informa que o Setor de Zoonoses realiza o monitoramento de áreas com potencial para risco de transmissão, coletando amostras de carrapatos e encaminhando para o Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo para identificar gênero e espécie. Até o momento, Várzea Paulista não possui áreas identificadas como sendo de risco para a transmissão de casos de febre maculosa. O município possui 7 casos notificados, sendo 4 negativos e 3 aguardando resultado.

Em Campo Limpo Paulista, nenhum caso de febre maculosa foi notificado neste ano até o momento. Os dois últimos exames de febre maculosa registrados na cidade foram de dezembro do ano passado. Em Campo Limpo Paulista, a campanha contra a febre maculosa é feita geralmente em setembro de cada ano, mas a prefeitura informa que faz orientações nas escolas das regiões que têm risco maior de transmissão.

Em Itupeva, não houve nenhum caso de febre maculosa neste ano, bem como nenhum caso suspeito da doença. No município, o trabalho de orientação e monitoramento é realizado ao longo de todo o ano, de forma ininterrupta, com a equipe da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), que faz vistorias em áreas de lagoa, lagos e rios, onde são coletados dados para pesquisas acarológicas, como forma de dispor informações sobre alguma doença ou parasitas, que podem trazer riscos à saúde.

Louveira também não teve registro de casos de febre maculosa neste ano. Na cidade, a prefeitura já vem ressaltando a importância da prevenção contra a doença, principalmente em período de fase larvária dos carrapatos transmissores da doença, que é de março a julho. Por meio da Vigilância em Saúde, os profissionais alertam para a população se atentar com os popularmente conhecidos “micuins” (larvas do carrapato) que podem aderir à pele e ficar por horas devido ao seu pequeno tamanho.

Em Jundiaí, a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), a partir da Vigilância Epidemiológica (VE), informa que, até o momento, o município não registra casos confirmados de febre maculosa. A cidade acumula 36 notificações. Dessas, 30 foram descartadas e seis aguaram resultado de exames. Acerca das ações, a prefeitura, de maneira permanente, faz trabalho de orientação e esclarecimento sobre a doença, visto que a bactéria causadora da doença é endêmica no Estado de São Paulo. O acompanhamento permanente em áreas públicas onde há circulação de animais hospedeiros de carrapatos (capivaras, bois e cavalos) é intensificado no período de inverno e seca, quando há maior risco de parasitismo, em decorrência da maior presença das formas imaturas desses artrópodes. Cabe observar que tais locais contam com placas de alerta sobre a ocorrência de carrapatos, exigindo a maior atenção da população. Além disso, periodicamente, a equipe Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM) acompanha o nível de infestação por carrapatos nessas áreas.

No ano passado, Jundiaí havia alertado a população sobre quatro áreas de risco de transmissão da doença e que são monitoradas permanentemente pelas equipes técnicas. São elas: Malota, Vila Maringá (com os bairros Terra Nova e Paiol Velho), Vista Alegre e Pinheirinho.

SINTOMAS

Conforme o Ministério da Saúde, os principais sintomas da doença são:

- Febre

- Dor de cabeça intensa

- Náuseas e vômitos

- Diarreia e dor abdominal

- Dor muscular constante

- Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés

- Gangrena nos dedos e orelhas

- Paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões, causando parada respiratória

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