OPINIÃO

Sono e sonhos

09/06/2024 | Tempo de leitura: 2 min

Durante o sono, o Espírito não repousa como o corpo, pois ele jamais está inativo. Quando dormimos, afrouxam-se os laços que nos prendem ao corpo e, este não precisando da nossa presença, nos lançamos no espaço e entramos em relação mais direta com outros Espíritos. Podemos chamar este estado de desdobramento.

No período de desdobramento, interagimos com os desencarnados e com os encarnados desdobrados, visitamos demais regiões das dimensões extrafísicas, tanto superiores, quanto inferiores, tudo a depender do nosso padrão vibratório. Podemos até visitar outros planetas, se assim for factível e conveniente para o nosso aprendizado. Nós estudamos, trabalhamos, encontramos parentes e amigos queridos, recebemos tratamentos, orientações e ajuda de muitos Espíritos superiores. Mas também podemos ter contato com Espíritos inferiores, com os nossos desafetos, visitar regiões trevosas e fazer coisas ruins, tudo a depender de nossa condição evolutiva e consequentemente dos nossos sentimentos e escolhas.

Enquanto desdobrados, permanecemos ainda ligados ao corpo físico e essa ligação só se rompe por completo quando desencarnamos. Estando parcialmente libertos da matéria, a nossa personalidade permanece exatamente a mesma, mas os nossos sentidos se dilatam, se ampliam. Podemos ter acesso ao nosso passado e algumas vezes até prever o nosso futuro.

Os sonhos são as lembranças das experiências que temos na dimensão extrafísica enquanto desdobrados, misturadas às preocupações cotidianas de nossas atuais existências. Nós não lembramos de todos os sonhos, pois apesar de nós Espíritos nos libertarmos parcialmente, ainda permanecemos ligados ao corpo físico, que é uma matéria pesada e grosseira e este dificilmente conserva as impressões que nós recebemos, porque nós não as percebemos através dos órgãos corpóreos.

Temos muitos sonhos que julgamos incoerentes, extravagantes, confusos e inverossímeis. Isso se explica devido às lacunas produzidas pela lembrança incompleta daquilo que nos apareceu em sonho e também pelo fato de que o nosso cérebro tem que adaptar à dimensão material, uma experiência vivida na dimensão Espiritual.

Muitas vezes não nos resta mais do que a lembrança da perturbação que acompanha nossa partida ou nosso regresso, à qual se junta à lembrança do que fizemos ou do que nos preocupa no estado de vigília. Muitas vezes quando acordamos, temos ideias que nos parecem muito boas e após algum tempo, mesmo tentando, não conseguimos nos lembrar delas. Frequentemente são conselhos dados por Espíritos que querem nos ajudar. Mas, de que servem essas ideias e esses conselhos, já que não lembramos deles e assim não os podemos aproveitar? Não raro essas ideias dizem mais respeito ao mundo dos Espíritos do que ao mundo corpóreo. Contudo, se na maioria das vezes o corpo esquece, o Espírito lembra, voltando-lhe a ideia na ocasião oportuna como inspiração de momento. Assim, o sono e os sonhos influem em nossas vidas muito mais do que imaginamos.

EDUARDO BATTEL é médico urologista, expositor Espírita e Coordenador da Liga de Medicina e Espiritualidade da FMJ (ebattel@hotmail.com)

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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