OPINIÃO

Mulher, respeito e igualdade de direitos

26/11/2023 | Tempo de leitura: 3 min

Vinte e cinco de novembro, ontem, foi declarado em 1999 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o "DIA INTERNACIONAL DA NÃO-VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES", visando pregar o ativismo contra as agressões às pessoas do sexo feminino. Tal celebração se originou do Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981 e que homenageou as irmãs Minerva, Maria Tereza e Patria Mirabal, assassinadas na mesma data em 1960, pela ditadura de Trujillo, na República Dominicana.

Trata-se de uma comemoração de extrema relevância, já que, mesmo diante das muitas legislações de um mundo globalizado que lhe proíbem o preconceito, a mulher continua sendo alvo não só de agressões físicas explícitas, como também de violações nem sempre perceptíveis, como as discriminações que a atingem nos processos de socialização, de cognição e de aprendizagem dos papéis sexuais a serem vivenciados em relações de gênero na vida em geral.

Tanto que recentemente uma alta funcionária da ONU, Zou Xiaoqaio, citando dados de um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a População, afirmou: "As mulheres continuam sendo estupradas e vítimas de outras formas de violência sexual com impunidade em todo o mundo", indicando que, em alguns países, as acusações desta natureza podem ser invalidadas se o agressor aceitar se casar com a vítima. "Mulheres e meninas continuam sendo vendidas para o sexo em todo o mundo. Dois milhões de meninas entre cinco e 15 anos entram para o mercado sexual a cada ano", advertiu.

Assim, é preciso redesenhar um conceito harmonioso à condição feminina, onde quaisquer tipos de violência, principalmente a doméstica, desapareçam da convivência entre homens e mulheres, para que vivam com respeito as suas desigualdades biológicas e naturais, participando juntos, sem opressão de um sobre o outro, da construção de um mundo novo e mais justo

DIA NACIONAL DE AÇÃO DE GRAÇAS - Celebra-se na última quinta-feira desse mês, 30 de novembro próximo, de forma ecumênica, o DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS, que surgiu de uma tradicional festa norte-americana de Massachussets, quando alguns ingleses realizaram no outono de 1620, um jantar em agradecimento a Deus, por terem sobrevivido ao frio e aos inúmeros problemas próprios do processo regional de colonização. Essa festividade foi instituída no Brasil em 16 de agosto de 1949 pelo presidente Eurico Gaspar Dutra e regulamentada em 1966. No entanto, são inúmeras as críticas às suas celebrações já que muitos entendem que ela copia tradições dos Estados Unidos.

No entanto, apesar dessas posições, a comemoração deveria se embasar num nível espiritual, capaz de inspirar as pessoas a resgatarem o sentimento de gratidão como uma forma simples de acreditar no valor da vida, na importância da convivência pacífica, na esperança de que é possível superar a fome, o desemprego e a violência, a anular preconceitos, derrubar barreiras e aproximar os indivíduos. E principalmente, restaurar a lei do amor e da gratidão a Deus por tudo que conquistamos e por obtermos um relacionamento fraterno, reintroduzindo nas pessoas, o cumprimento do 'muito obrigado', já que a sociedade consumista nos afasta da solidariedade e da fraternidade, tornando-nos menos amistosos. Alguns indivíduos, com certeza, fazem o bem por opção e formação próprias. Mas não custa nada agradecermos pelos gestos de boa-vontade que constantemente nos são outorgados por amigos, vizinhos, parentes e às vezes, até por quem não conhecemos.

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor universitário. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e da Jundiaiense de Letras Jurídicas. Autor de diversos livros (martinelliadv@hotmail.com).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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