QUEBRA-CABEÇA

Suspeita de mandar matar o pai, filha teve frieza no dia do crime

Por N. Fradique | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Redes sociais
Desaparecida: Maria Isabel Oliveira Prado, de 21 anos
Desaparecida: Maria Isabel Oliveira Prado, de 21 anos

Um quebra-cabeça digno de série policial: pessoas mortas, uma família sequestrada e mantida em cárcere privado — incluindo um bebê de apenas 15 dias —, um carro incendiado, um homem preso e a principal suspeita de mandar matar o próprio pai, a filha mais velha da vítima, que está desaparecida.

Apontada pela Polícia Civil de Franca como mandante da morte do próprio pai, Maria Isabel Oliveira Prado, de 21 anos, está desaparecida. A jovem concedeu entrevista ao GCN/Sampi e à Rádio Difusora no dia em que o corpo de Milton de Souza do Prado foi encontrado, em 16 de junho, em uma propriedade rural na Zona Sul de Franca. 

Milton de Souza do Prado trabalhava havia 12 anos como caseiro da propriedade rural. O corpo foi localizado a cerca de 500 metros da sede da chácara.

No local, Maria Isabel falou com tranquilidade sobre a rotina do pai e afirmou que ele não tinha desavenças. "Ele ajudava todo mundo, era muito bonzinho. O que ele podia fazer, ele fazia. Mas não tinha rixa com ninguém", declarou após o trabalho da perícia.

Ao indicar o ponto onde o corpo foi encontrado, entre algumas árvores, ela também afirmou que nenhum objeto da vítima havia sido levado. "A perícia encontrou um galho, só isso. Não levaram nada dele, nenhum pertence. Ele estava com o telefone, não levaram nada."

A entrevista

Durante a conversa com a reportagem, Maria Isabel contou que a família mora no Jardim Aeroporto e arrenda a chácara. Segundo ela, o pai costumava retornar para casa, mas naquela noite decidiu permanecer no local.

Ela também relatou como ocorreram as buscas. "A gente entrou em busca aqui pertinho, onde a gente poderia saber onde ele poderia estar. Ele não estava. Aí a gente foi para outra área de mato aqui embaixo. Nós nos dividimos para procurar ele na mata, aí o proprietário o encontrou."

Questionada sobre o momento em que encontrou o pai, afirmou ter entrado em choque, mas voltou a dizer que ele não tinha inimigos. "Ele não tinha problemas com ninguém e era bastante conhecido na região por morar aqui há 12 anos."

O que aponta a investigação?

De acordo com a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, Maria Isabel é investigada como mandante do homicídio. Segundo a polícia, ela teria contratado Rafael Vitor Silva, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo, de 22, para executar o crime.

Os dois foram encontrados mortos no dia 10 de julho, em Sacramento (MG), já em estado de decomposição.

Ainda conforme a investigação, um tio da suspeita, morador de Sacramento, foi preso sob acusação de ajudar a ocultar os corpos dos dois homens.

Antes disso, no dia 7 de julho, a Polícia Civil resgatou a mãe de Maria Isabel, a irmã mais nova e o filho dela, um bebê de 15 dias, que eram mantidos em cárcere privado. Um homem foi preso durante a ação.

A polícia continua investigando a participação de outros envolvidos no caso.

Leia mais: Filha é suspeita de mandar matar o pai e, depois, os assassinos

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