EM INVESTIGAÇÃO

Marinha afirma que piloto de lancha tinha habilitação

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
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Local do acidente em Rifaina
Local do acidente em Rifaina

A Marinha do Brasil instaurou IAFN (Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação) para apurar as causas da colisão da lancha “Vida Boa” contra um píer no rio Grande, entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG), na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. A informação foi divulgada através de nota, nesta segunda-feira, 23. O acidente ocorreu na noite de sábado, 21, e deixou seis mortos, todos moradores de Franca.

De acordo com a Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, uma equipe de peritos foi designada para o local com o objetivo de coletar elementos técnicos que subsidiem a investigação. O inquérito tem prazo inicial de 90 dias para conclusão, podendo ser prorrogado conforme a legislação.

Na nota, a Marinha informou que as informações preliminares indicam que o condutor da embarcação no momento do acidente, Wesley Carlos da Costa, 45, que morreu na colisão, era habilitado para conduzir a lancha - o que contraria a informação inicial de que o piloto não possuiria a habilitação de Arrais-Amador. A confirmação oficial, no entanto, dependerá da conclusão das apurações.

Ainda na nota, a Marinha manifestou solidariedade às famílias e reforçou a importância da participação da sociedade na promoção da segurança da navegação. O órgão disponibiliza o telefone 185 para denúncias e emergências náuticas.

O acidente

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, 15 pessoas estavam na lancha no momento da batida e nove sobreviveram. A corporação foi acionada por volta das 22h30. Quando as equipes chegaram, os sobreviventes já haviam sido retirados da água por populares e pela Guarda Civil Municipal de Rifaina. Os corpos das vítimas também já tinham sido resgatados por um mergulhador.

O grupo retornava de um bar flutuante e seguia em direção a um rancho quando a embarcação atingiu frontalmente um píer, que, segundo relato de sobreviventes, não teria sinalização nem iluminação. Com o impacto, a lancha tombou.

Ainda conforme os bombeiros, três das seis vítimas utilizavam colete salva-vidas, mas teriam ficado presas sob a embarcação e não conseguiram sair a tempo. Os sobreviventes estavam em estado de choque, o que dificultou a coleta de informações mais detalhadas, como a velocidade da lancha no momento da colisão.

A perícia da Polícia Civil de Minas Gerais foi acionada, e peritos de Araxá estiveram no local para avaliar as condições do píer, eventual ausência de sinalização e iluminação e as circunstâncias da condução da embarcação. O atendimento contou com apoio de militares de Sacramento e de Uberaba.

As vítimas são Wesley Carlos da Costa, 45, Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, 41, Viviane Aredes, 35, Bento Aredes, 4, Marina Rodrigues, 22, e Érica Fernanda Leal Lima, 40.

Entre os sobreviventes, estão Diego, Débora, Diane, Ítalo, Cleber, Larissa, Lara e Arthur - apenas os primeiros nomes foram divulgados.

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