PERSEGUIÇÃO

Aluno de 12 anos sofre bullying e família registra BO em Franca

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/Redes sociais
Interior da EE 'Capitão José Pinheiro de Lacerda', local onde os episódios de bullying estariam ocorrendo
Interior da EE 'Capitão José Pinheiro de Lacerda', local onde os episódios de bullying estariam ocorrendo

Uma denúncia de que um aluno de 12 anos estaria passando por situações de bullying acabou no registro de um boletim de ocorrência em Franca. A criança, que estuda na Escola Estadual “Capitão José Pinheiro de Lacerda”, foi transferida de uma escola em uma cidade da região, no começo de 2024, e, desde que chegou na nova escola, teria sido alvo de maus-tratos partindo de outros alunos.

O pai do garoto procurou a reportagem do portal GCN/Sampi e relatou o que estaria acontecendo com seu filho. Segundo ele, em dezembro de 2024, o filho teria chegado em casa reclamando de dores abdominais e de cabeça. Ao levá-lo ao hospital, os médicos apontaram um possível caso de ansiedade.

Após o período de férias, o garoto voltou à escola e, no dia 21 de fevereiro, procurou a direção da escola pela primeira vez para relatar o que vinha sofrendo. Ele teria contado que sofria bullying de dois meninos de sua própria turma e mais um de outra turma. Segundo o pai, a direção da escola teria suspendido os alunos por um dia, porém, mesmo com as medidas tomadas, os episódios seguiram acontecendo.

“A diretora tomou as providências, chamou os pais lá, deu suspensão de um dia só para os alunos. [...] O que eu fiquei indignado foi que eles (os alunos) fizeram o bullying e a escola não me avisou. Chamou os pais dos alunos, deu suspensão, mas não me chamou na escola, não falou nada. Ele chegou em casa todo inquieto, igual da outra vez. Minha esposa foi conversando e ele falou. Aí que eu fui ligar na escola e fui ver o que estava acontecendo. Aí eu vi que eles (escola) estavam querendo passar a mão, para não dar nada na escola”, contou o pai.

Dois boletins de ocorrência foram registrados. O primeiro, contando sobre o bullying que o menino de 12 anos estaria sofrendo, e o segundo, por um relatório pedagógico pedido pelo pai que não teria sido entregue no prazo especificado.

Posicionamento da Diretoria de Ensino de Franca 

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo foi acionada e, em contato com a Diretoria de Ensino de Franca, emitiu uma nota sobre o ocorrido. Confira: 

A Diretoria de Ensino de Franca informa que a gestão da unidade convocará novamente os pais dos estudantes envolvidos para discutir o caso, bem como orientá-los sobre a conduta e comportamento esperados por parte dos estudantes dentro do ambiente escolar. 

Uma psicóloga do programa Psicólogos nas Escolas seguirá acompanhando o estudante, e conduzirá novas atividades de conscientização das consequências negativas da prática para a vida escolar e pessoal em conjunto com a equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva), de modo a fortalecer a cultura de paz na unidade. 

A DE Franca e a equipe gestora da escola permanecem à disposição para mais esclarecimentos.

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Comentários

2 Comentários

  • Darsio 3 dias atrás
    Alguém poderia perguntar ao governador Tarcísio por qual motivo muitas escolas carecem de inspetores de alunos? Por qual motivo muitos tiveram seus contratos vencidos e com outros ocorrerá o mesmo em questão de dias e, nada de se contratar outros profissionais? E aí! Irão esperar novas brigas e tumultos para depois tanto a Diretoria de Ensino como a Secretaria divulgarem essas notas ridículas?
  • Darsio 3 dias atrás
    Gostaria de saber por qual motivo todas as vezes que ocorre essas coisas em escolas públicas, lá estão os nomes delas revelados. Nada contra, mas é estranho que, quando se trata de escolas particulares, seus nomes jamais são divulgados. Afinal, lembram-se da escola particular em que alunos seus jogaram detergente na caixa d\'água? Qual foi a escola mesmo? Infelizmente estamos lidando com uma geração perdida e, a maior causa disso é a omissão da família e, isso ocorre em todas as classes sociais.