RELIGIÃO

A Palavra do Ressuscitado

Por Mons. José Geraldo Segantin | especial para o GCN
| Tempo de leitura: 2 min

Neste domingo a meditação sobre a Palavra de Deus revela que Jesus não está ausente do mundo. Ele se comunica conosco e nos ensina sempre.

Primeira Leitura: Atos dos Apóstolos 5.
A comunidade cristã, desde os primeiros anos da sua vida, teve de enfrentar a oposição dos líderes espirituais de Israel.

Nem um pouco amedrontado, Pedro, em nome de todos, responde: “Importa obedecer antes a Deus do que aos homens”.

Procuremos entendera situação: Cristo foi um homem incômodo para os detentores do poder, quer político, quer religioso.

Pedro, de forma dramática, contrapõe a ação de Deus á das autoridades religiosas judaicas: “Deus ressuscitou Jesus que vós matastes”. Aquele mesmo que os homens condenaram como uma pessoa perigosa, como um inimigo da ordem constituída, foi exaltado por Deus como Senhor e Salvador.

Segunda Leitura: Apocalipse 5.
Há perguntas às quais os homens não conseguem dar uma resposta. A vida do homem na terra está aparentemente envolta na escuridão, parece um livro misterioso cujo significado oculto ninguém consegue decifrar.

No começo do capítulo 5 do Apocalípse, o autor apresenta um quadro solene e grandioso: o Cordeiro que foi imolado se aproxima do trono de Deus, toma da sua mão direita o livro e rompe os selos. O significado desta visão é claro: o Cordeiro, isto é, Jesus, é o único que pode abrir o livro no qual se encontra a resposta às questões mais misteriosas do coração do homem.

Evangelho: João 21.
No domingo passado, João nos falou de duas aparições do Ressuscitado. Uma ocorrida no dia da Páscoa, na ausência de Tomé; a outra, sete dias depois, estando Tomé presente.

O Evangelho de hoje não situa à aparição de Jesus num domingo, mas num dia de semana, pois a aparição ocorre enquanto os discípulos estão entretidos no trabalho: estão pescando.

Quando, ao amanhecer, eles prestam à atenção à palavra que lhes chega da margem, quando seguem as orientações de Jesus, quando confiam nele, eis o milagre: contra qualquer lógica humana, contra qualquer expectativa fundada, conseguem um resultado surpreendente.

A experiência da comunidade primitiva é semelhante à nossa. Nós também devemos conseguir entender que Jesus, embora estando na “margem”, isto é, na glória do Pai, está sempre conosco, todos os dias, até o fim do mundo. A fé nos conduz à certeza de que Ele continua fazendo ouvir a sua voz, chamando-nos, falando-nos, indicando-nos o caminho a seguir.

Monsenhor José Geraldo Segantin é reitor do Santuário Diocesano de Santo Antônio.

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