No seu texto “Falar de Câncer” (Caderno Ilustrada, Folha de S. Paulo, 17/10/19), Contardo Calligaris, na qualidade de psicanalista, ressalta seu contato com portadores e a reação deles diante do câncer.
Lembra o quanto era difícil falar sobre a doença, por sua própria experiência profissional e pela leitura do livro O Ser Humano Diante do Câncer e a Vontade de Curar, da reconhecida oncologista Nise Yamagushi (Unesp). Diz ter aprendido que cada caso e cada pessoa têm um tipo de tratamento. O que, no nosso entendimento, seria tal como a terapia homeopática se recomenda.
Da obra que lera, Calligaris destaca o fato de a autora haver consignado: “O paciente de câncer é instigado a rever sua vida, se reinventar, rediscutir seus valores e descartar o que passa a ser irrelevante”.
Da nossa apreciação de tais registros, salta-nos considerar o pensamento da Doutrina Espírita, no que diz respeito às experiências da vida. Diante de angústias e aflições, que procuremos avaliar a nossa conduta, substituindo valores efêmeros por valores do espírito. Encaremo-nos corajosamente os defeitos, para superar as nossas limitações. Façamo-nos melhores a cada experiência, tomando o sábio conselho do filósofo, no frontispício do oráculo de Delfos, no “conhece-te a ti mesmo”, e apliquemos sabedoria nos desafios de cada encarnação.
Se a renomada especialista, Dra. Nise Yamagushi, vê, no diagnóstico de câncer, ótima oportunidade para seus pacientes redescobrirem a vida, que lhe aproveitemos o ponto de vista, já que, em qualquer circunstância e qualquer que seja o tamanho do “puxão de orelha” aplicado pelas leis que nos regem a vida, preparemo-nos para viver, porque a vida é infinita.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca
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