A tualíssima a observação de Paulo, o Apóstolo da gentilidade, na sua carta aos Coríntios (6:12): “Se tudo me é lícito, nem tudo me convém”.
É que ainda nos vemos submissos à imposição da exigência de satisfação do nosso “eu”, sem que nos preocupemos com o semelhante. É o nosso individualismo impondo-se, inclemente, sobre os outros.
De ordinário, é uma vantagem indevida, uma promoção imerecida, um arranjo que nos favoreça, uma colheita de bônus, de preferência sem ônus, e sempre aureolados pela expressão, para muitos incômoda: “os fins justificam os meios.”
Vê-se que prevalece o ponto de vista material sobre o espiritual.
Como nos matricularmos na escola do Cristo, se ainda nos consideramos melhores que nossos irmãos, cujo direito só vem depois do nosso? Se acreditamos que perdoar é um gesto de fraqueza e que a caridade leva à acomodação das pessoas?
No entanto, a mensagem do Mestre Jesus, sem se referir a qualquer escola religiosa, mas à atitude positiva do amor, proclamou: “Por muito vos amardes é que vos reconhecereis meus discípulos”, bem em consonância com Sua própria recomendação: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”
Diante, pois, dos chamamentos mundanos, avaliemos o que nos convém, a partir da certeza de que nem tudo que é lícito é moral.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca
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