Sob o título que encima estas linhas, texto assinado por Maurício Stycer, no caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo (31/03/19), tece críticas ao trabalho da escritora Elizabeth Jhin que, conquanto não se diga espírita, incluiu na trama de sua novela, Espelho da vida, a reencarnação como meio de resgate de dívidas morais.
O crítico de TV classifica de proselitismo a inclusão da ideia da reencarnação no desenrolar da urdidura novelística que, todavia, não se preocupou em convencer os telespectadores quanto à verdade do renascimento.
Viu-se que o questionado folhetim não doutrinou, não disse que a reencarnação é a única verdade, apenas expôs ideias, não fazendo mais do que deixar a cada um a conclusão, ou mera aceitação ficcional da proposta.
A autora, por sua vez, mostrou-se descompromissada com a Doutrina dos Espíritos, ao afirmar, em entrevista, que “aqui se faz, no futuro se paga”, onde caberia, se se tratasse de purista doutrinário, a sutileza da expressão “reparação” e não “pagamento”, considerada a natureza subjetiva e objetiva de um e de outro termo, respectivamente.
De outra parte, consentâneo com o pensamento espírita está o aspecto da novela que se refere a resposta espiritual aos compromissos contraídos no passado, por forçoso admitir-se a lei de causa e efeito, de ação e reação.
Por oportuno, é preciso que nos lembremos de ter sempre em mente que a prestação de contas dá-se é com a própria e eterna consciência, razão pela qual somos os autores da nossa felicidade, quando harmonizados com as leis divinas, e da nossa infelicidade quando delas nos afastamos.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca
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