Caminho reto


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De vez em quando, privilegiado espaço da mídia divulga algum modernismo na filosofia de vida. Com propostas de felicidade, não raro, alguém se populariza na condição de guru junto aos desejosos de alcançar a libertação espiritual, de preferência sem esforço.

Com promessas movidas a psicológica força indutiva, muitas vezes, turbinadas pela presença de artistas famosos no lado passivo, a empresa faz-se tentadora, quase sempre, nada exigindo, senão que o cliente se entenda com a tesouraria.

O “guia”, agora centro da credulidade num mundo de aflições, é, logo, alçado à condição de líder, se não pelos resultados objetivos, pela impressão “positiva” causada pelos altos custos da “terapêutica” adotada.

A exaltação do ego é, ordinariamente, um meio, ardiloso e eficaz, na escravização do paciente incauto, que pode continuar com os mesmos vícios, as mesmas ideias, as mesmas falhas morais, posto que tudo se assenta na facilidade. Nada de falar-se em Jesus! Nada de esforço pessoal de qualificação moralizadora.

O Espiritismo, que revivesse a Doutrina cristã, ensina, por sua vez, que a única receita que nos fará, efetivamente, feliz é a da prática incondicional do amor. Portanto, não nos iludamos, O Cristo nos mostra o caminho, mas, reconhecendo nosso livre-arbítrio, adverte-nos que o caminhar é nosso.

E, ainda que motivados pela fé sincera, é preciso que os agentes, ativos e passivos, da empresa “redentora” se lembrem do que disse Tiago: “A Fé sem obras é morta.”

 

Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, dir.Inst. de Divulgação Espírita de Franca
 

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