Orfanato


| Tempo de leitura: 1 min

Em todos os anos, em março, a USE – União das Sociedades Espíritas realiza a Semana Espírita da Família, um intercâmbio de oradores entre as instituições adesas. O tema central deste ano, “Órfãos de Pais Vivos”, é de pulsante oportunidade, visto que, em nossos dias, muito do que deveria ser um lar, vem constituindo frio e descaridoso “orfanato”.

Há pais que, verdadeiros “workaholics”, viciados no trabalho, e “egocentrados”, não se lembram dos filhos, alheios ao dia a dia familiar.

Inclui-se que, mente cativa ao “molhado” fim do dia com amigos, não lhe sobra tempo senão para o banho, uma vista d’olhos no jornal, no noticiário de TV, via de regra mal escolhido, e... cama, porque movidos pela ânsia de um amanhã de resultados.

Se se lhe aproximam filhos despercebidamente carentes, são rechaçados: “Não percebem que trabalhei muito e estou cansado?!”

E o alheamento se agrava ante o irresistível modernismo da comunicação. Celular, smartphone, redes sociais.

Os negócios, os milhares - ou milhões - de “amigos”, a lhe requisitarem tempo sem conta.

Eis instalada a segunda parte do descaso: A terceirização dos cuidados com os filhos. O resultado? Entre os jovens, o aumento do alcoolismo, da drogadição, da violência, do sexo irresponsável.

Muitos pais argumentam: “Não deixo faltar nada em casa. Além do alimento abundante, meus filhos têm tudo que quer!” Será, mesmo, que não lhes falta nada?! E o amor, o alimento da alma, combinado com orientação, princípios morais, convivência, Deus?

Que não se descarte Jesus: “Deixai que venham a mim as criancinhas.”


Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários