Texto de Juca Kfouri (Folha de S. Paulo, 09.08.18) ocupa-se da negação da existência de Deus. De nossa parte, preferimos entender que, se ele se refere a um deus antropomorfo, como homem melhorado, com paixões e defeitos que caracterizam a humanidade terrena, está absolutamente correto.
Hoje, não é mais possível aceitar Deus como um ancião, masculino, branco, de longas barbas alvas, com preferências por povos e pessoas e que aceita bajulações, portanto corruptível. Um deus capaz de condenar um filho descuidado que se tenha desviado da caminhada evolutiva, impondo-lhe as chamas de um inferno inapelável e incapaz de criar mecanismos eficazes para educar suas criaturas. Este deus, realmente, não existe.
A morte de Deus que os filósofos decretaram é a desse deus que os homens imaginaram.
Sob influência da Suprema Realidade, O Evangelista João resumiu: “Deus é amor”. Seu Universo não é só Seu, mas compartilhado com Seus filhos. Ademais, enviou o Seu já divinizado Filho para nos ensinar o caminho de retorno ao Seu Reino. Criou o Universo com Leis sábias e justas que governam a vida. Só somos infelizes por descumpri-las. As misérias do mundo não são impostas por Ele, mas resultantes do mau uso do livre-arbítrio que nos concedeu, do descumprimento, sobretudo, da Sua Lei de Justiça e de Amor.
Atentemos para o axioma: “Todo efeito tem uma causa. Ora, o Universo é obra inteligentíssima, portanto, sua causa há de ser inteligentíssima.”
Creiamos, pois, no Deus que fez os homens e não no Deus que os homens fizeram.”
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.