Como explicar?


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O impacto angustioso de grandes desastres sempre provoca perguntas como: por que criaturas inocentes, até crianças, passam por sofrimentos tão atrozes? O que justifica tais acontecimentos? A reencarnação explica?

São questionamentos que encontram respostas no Espiritismo. A rigor, ninguém está moralmente autorizado nem a dúvidas, nem a queixas, porque tudo obedece a encadeamento justo, a partir dos nossos próprios pensamentos e ações conscientes. Jesus nos advertira: “A cada um segundo as suas obras.”

Os frutos amargos que colhemos hoje correspondem, justamente, à nossa semeadura consciente de ontem. Deus, de infinito amor e justiça, concedeu-nos o livre-arbítrio, mas nos conscientizou de que somos responsáveis.

Há que se considerar, ainda, que muitos acontecimentos que nos achacam a estabilidade, o bem-estar, têm causa atual. São produtos da negligência, da ganância, do orgulho, vaidade, ignorância. Para o resgate de nossas dívidas, somos colocados no lugar certo, na hora certa, na situação certa, graças à lei de afinidade, à sintonia vibratória, à força que emana do nosso psiquismo, impondo-nos correlação justa entre ação, reação e interação, num poderoso meio magnético a que estamos sujeitos.

Com relação às crianças, aparentemente inocentes, são elas espíritos milenares, comprometidos com o seu passado culposo, a experienciar esforço redentor num planeta de expiação como o que habitamos.

Então, não há inocentes, posto que cada um é movido a responder pelo seu passado, se, porém, nada fizer para neutralizar-lhe os efeitos. E, aqui, lembramos Pedro: “O amor cobre milhões dos pecados.” Amemos, perdoemos, sejamos caridosos e reprogramaremos o nosso futuro.


Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca 

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