Caridade e segurança


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Ninguém, por mais se conduza com equilíbrio, sente-se seguro, ante a onda de violência que assola o planeta. A banalidade alcançou a morte. Mata-se até sem motivo. Parece que o Estado esqueceu o homem. Nos grandes centros, porém, bairros inteiros, favelas, são protegidos. Não! Não pelas instituições constitucionais. São organizações criminosas cuidando de indivíduos e famílias, ante a ausência do Estado, à custa da função de escudos inocentes e agentes da distribuição de drogas.  
Recentemente, um traficante mandou matar um pai de família e expor o corpo na via pública, impedindo fosse recolhido, tão só porque a filha da vítima não aceitara o mandante para intimidades. Confiantes na hesitação das autoridades, resolvem que alguém não deve continuar vivendo e ponto final. 
É preocupante. Quem decide sobre a sorte dos jurisdicionados não é a Justiça, não é a lei, que, todavia, e de bom senso, vem descartando a pena de morte.
O espírito Pascal, em mensagem de 156 anos atrás, inserida no capítulo XI de O Evangelho segundo o Espiritismo, diz: ”...Ora, sem caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança.” (Grifo nosso). Vê-se que a humanidade, nada, ou pouco, melhorou até hoje.
O filósofo espiritual citado refere-se à resposta à pergunta 886 de O livro dos Espíritos, sublimada equação moral: “benevolência para com todos, indulgência com as falhas alheias e perdão das ofensas.” Ora, benevolência: fazer o bem, sem olhar a quem. Indulgência: não ver o cisco no olho do próximo, mas a trave do próprio olho. Já, o perdão traduz-se: atire a primeira pedra quem julgar-se sem pecado.
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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