A dupla de cantores e compositores Antônio Carlos e Jocáfi, que fez muito sucesso na década de 1970 com hits inesquecíveis do samba e da música afro-baiana, caiu no gosto do povo, tornando-se famosa, principalmente pelos festivais que movimentavam as TVs da época.
Na letra da música Fraqueza, mote para o nosso assunto de hoje, reconhecem seu erro em relacionamentos e pedem uma nova chance. Dizem: ”Pau que nasce torto morre torto, / mas eu não sou pau, quero me regenerar.”
Regeneração, no sentido filosófico — é sabido — é processo ou efeito do esforço de alguém que busca redimir-se ante os superiores desígnios. Vê-se que a frase musical harmoniza-se com a doutrina da reencarnação, como sucessivas oportunidades de redenção dos erros passados. É que quando erramos, imprimimos como que um nódulo na nossa consciência, que, mais cedo ou mais tarde, nos cobrará reparação.
O livro O Céu e o Inferno — que é a explicação da Justiça Divina —, de Allan Kardec, assevera que a nossa redenção pode custar-nos três passos significativos: arrependimento, expiação e, finalmente, reparação. Porquanto, depurarmo-nos demandará quantas reencarnações forem necessárias, mas é possibilidade a nos garantir que não estamos fadados a permanecer no erro.
Se aceitarmos o fatalismo de que “nascemos tortos”, permaneceremos estacionários até que a dor nos convoque ao reajuste. Se, por outro lado, empenharmo-nos pela mudança para melhor, eis que a vida nos favorecerá a conquista da felicidade efetiva.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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