Com cerca de 415 obras abordando os mais variados aspectos do conhecimento do homem e do espírito, a produção psicográfica de Francisco Cândido Xavier (1910-2002) é a mais fértil do gênero.
O seu primeiro livro, publicado quando o médium tinha apenas 22 anos, Parnaso de Além Túmulo (Editora FEB, 1932), é rica antologia espiritual de notáveis poetas portugueses e brasileiros, cada qual no seu estilo, na sua temática, na sua forma de expressar, a confirmar a sobrevivência da alma.
Contudo, o eterno Chico, mais do que psicografar poesia, estendeu-se em ciência, história, filosofia, antropologia, sociologia, psicologia, política, economia, ensinando, evangelizando, revelando.
Uma outra característica da sua mediunidade, de imensurável valor moral, foi o de mensageiro da consolação. Quem já não viu ou ouviu sobre as mais de 4.500 cartas consoladoras transmitidas por espíritos queridos e destinadas aos seus familiares saudosos? Quantos pais não encontraram no Grupo da Prece, onde atuava Chico, uma resposta para as suas dores pungentes? Quantos filhos não reencontraram seus pais em reconfortantes páginas de reafirmação e consolo? Eram missivas que aliviavam desespero, aplacavam choros, evitavam suicídios, estimulavam o trabalho na benemerência, e cuja confiabilidade saltava de pormenores, de registros íntimos e familiares. Registre-se: assinatura de espírito colhida pelo Chico e atestada como autêntica por peritos legais foi acatada pelo juiz, de que resultou justa absolvição de um jovenzinho inocente.
Enorme é o conteúdo moral e cultural da obra do Mensageiro consolador!
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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