O espírito André Luiz é autor de uma série de 14 livros, na sua quase totalidade psicografada por Chico Xavier e editada pela FEB, Federação Espírita Brasileira. Consideremos, de início, que o nome que ele, na condição de espírito, se atribui, para o cumprimento da sublime tarefa de que se desincumbe em favor da Humanidade, não é o mesmo com que vivera desempenhando a missão de médico, no Rio de Janeiro, onde desencarnou.
Sua literatura constitui ampliação, detalhamento, explicação, continuação e, sobretudo, revelação da Revelação, que é o Espiritismo.
No primeiro, Nosso lar, o mais lido, e que já foi tema de filme no Brasil, fala-nos de uma cidade espiritual situada na região espacial acima do Rio de Janeiro, onde a vida estua em atividades análogas às que praticamos nós, encarnados.
Semelhantemente a inumeráveis outras colônias ideoplásticas (ideoplastia, um recurso espiritual que dá substância a alguma coisa, ainda que sutil aos olhos físicos), cada qual guardando diferentes níveis de evolução, “Nosso Lar”, construída por portugueses distintos, desencarnados no Brasil, à época do descobrimento, constitui um passo de transição entre a materialidade e a espiritualidade.
O que, porém, na obra luizina, surpreende a muitos são os relatos das experiências que envolvem o próprio autor e outros espíritos, evidenciando semelhança com o que vivenciamos no cotidiano terreno, advertidos, contudo, de que a vida espiritual é a matriz da vida física.
Outra característica importante da obra é o estímulo à vivência do ensinamento cristão, sem o que, assevera, seria “vã a nossa fé”.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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