É histórico o exercício de influência da TV Globo sobre a decisão de eleitores. Contudo, ainda que contenha proposta de efeitos sugestivos, a enquete que realiza, dentro de sua programação, captando e divulgando opiniões de cidadãos de todo o Brasil, carrega forte conotação de correções políticas. Captar e divulgar o pensamento do eleitor num momento de campanha eleitoral, ao tempo em que dá a conhecer o que pensa a amostragem cidadã, contribui para delinear a conduta do outorgado de mandato público.
Em algum percentual inteligente das centenas de manifestações, talvez provocadas pela lembrança das Operações Mensalão e Lava Jato e pelos crimes que as motivaram, o que se desenha é um Brasil em alta resolução e sem espaços para ambiguidades, mas feito de trabalho, educação, segurança, saúde e, acima de disso, moralidade.
Seria igualmente desejável que o espaço aberto à opinião pública suscitasse outra ação de inquestionável importância: a contribuição do próprio indivíduo ativo no processo de transformação no país que almeja. Desejar resultado comum implica participação. O Brasil que queremos não virá do céu, mas de nossa ação conjunta. John Kennedy observara, com rigor: “Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, mas o que você está fazendo pelo seu país.”
Demais disso, outorgarmos democraticamente a alguém o poder de cuidar de interesses que são nossos, implica direito constitucional de destituí-lo, descumprido o mandato que lhe tenhamos confiado. Dignidade, honestidade e fraternidade, eis o resultado do que deve ser nosso esforço de cidadania.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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