Decisão mortal


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A Suprema Corte do Reino Unido, mesmo contra a vontade da família, decidiu que os médicos desligassem os aparelhos que mantinham vivo um bebê. A medida, com aparência humanitária, visa a abreviar a vida de alguém que dizem sofrer inutilmente e sem solução. Todavia, quer por piedade, quer por entenderem materialmente pragmáticos os fins da existência, o fato é que o sentido transcendente da vida não se substitui, ainda que fosse para atender ao próprio enfermo. 
 
Abstração feita do caso concreto, menos aceitável se a decisão vem quando, impossibilitado de produzir até mesmo a alegria dos familiares, o doente é tido como dispendioso até por aqueles a quem serviu com amor. 
 
O espírito não morre e tem, no corpo físico, a tão ansiada oportunidade de resgates, ainda que penosos, daí a ortotanásia contrariar a finalidade do nascer e viver. O quantum de fluido vital que nos é aplicado por ocasião da reencarnação é, de tal forma, importante, que está sempre a garantir a possibilidade de ajustadoras reflexões do espírito sobre os erros que cometeu no passado, aos quais deve os sofrimentos efeito. 
 
Quando o corpo morrer naturalmente, aí sim, é que o tão desejado alívio moral se instalará no espaço antes ocupado pelo psiquismo carregado de culpa e, agora, pacificado graças à utilização de toda a extensão vital. 
 
Só a Deus cabe o rompimento final dos laços perispirituais. Aqui, a razão de não se justificar qualquer medida humana impeditiva do viver, repetindo que, para o espírito, mais um minuto de reflexão pode significar séculos de paz e felicidade.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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