Pena de morte


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N’O Livro dos Espíritos, obra basilar do Espiritismo, publicada em 1857, na questão 760, vemos: “...Quando os homens estiverem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida sobre a Terra...” Já, na questão 761, sobre se é dado ao homem proteger a própria vida, matando o semelhante perigoso, os Luminares espirituais respondem que há outros meios de se preservar do perigo que não matar. É que somos, todos, essencialmente, espíritos, que evoluem da simplicidade e da ignorância à suprema perfeição. Sobejam razões para a não punição com a morte. O corpo representa sublime instrumento a alavancar-nos a desejada depuração do espírito. Demais, a supressão da vida física não eliminará as causas do mal, mas constituirá pesado gravame, por tratar-se de transgressão às Leis de Deus. 
 
A Doutrina Espírita admite, sim, que o malfeitor seja punido, com justiça, pelas leis dos homens e reeducado para a ressocialização, mas, que. em circunstância alguma, a punição seja a morte, posto que, desde criança, ele depende de que a sociedade o eduque para a harmônica convivência. 
 
A raiz do problema está na educação. Então, que a melhoremos, para o cumprimento do sublime desiderato da moralização do homem. 
 
Matar alguém, por mais hediondo seja seu crime, além do risco de fazê-lo voltar pior, é embaraçá-lo na caminhada do desejado aperfeiçoamento. 
 
“Não matarás”, eis o preceito do Decálogo. 
Se nos felicitamos por já nos encontrarmos prontos para a sociabilidade, não olvidemos que, todos, vivemos, no passado, reencarnações obscuras e tenebrosas, dependentes de que alguém nos guiasse rumo à luz da razão. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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