Falando com espíritos


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Com o advento do Espiritismo — o Consolador prometido por Jesus —, o intercâmbio entre o homem e os espíritos tornou-se de pleno domínio de considerável parcela da Humanidade. Lembremo-nos de que sempre nos comunicamos com eles, naturalmente, pelo sonho, pela inspiração, pelo pensamento, já que o psiquismo de ambas as partes envolve e é envolvido, segundo o nível de moralidade que nos presida a afinidade: bons com bons, maus com maus. Já, o diálogo, principalmente com fins caridosos ou instrutivos, pode-se e deve-se fazer com bons e maus. 
 
O assunto se evoca pelo fato de o caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo, haver revelado que a escritora Hilda Hilst permanecia horas falando com os espíritos, conquanto não esclareça se ela era médium, se o fazia sozinha, ou em reunião mediúnica. A comunicação com o invisível, todavia, requer que se observem algumas condições. Em primeiro lugar, não se dispensa a teoria da mediunidade. Espíritas e não-espíritas interessados podem dispor de ricas fontes capazes de lhes munir do conhecimento necessário, mas valhamo-nos da obra fundamental, O livro dos médiuns, de Allan Kardec, realizando estudo sério, juntamente com quem já detenha a prática do diálogo com os espíritos. 
 
O bom dialogador e o bom médium sabem preservar a segurança nas comunicações espirituais, realizando-as em local certo (num centro espírita), em dia certo e horário certo. Jamais admitir-se fenômeno frívolo, como o dos “copos que andam” e outros do gênero, capazes de atrair espíritos inferiores e, quase sempre, oportunistas e perturbadores.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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