David Goodall, cientista, botânico e ecologista, inglês radicado na Austrália, onde fora professor de universidades, depois de tê-lo sido no Reino Unido e nos Estados Unidos, apesar dos seus 104 anos, era considerado saudável, conquanto sofresse restrições na mobilidade e na visão. Como que distante da paternidade divina, que nos orienta com segurança, desde há alguns anos, repetia que “obrigar alguém a permanecer vivo, mesmo quando já não há nada para viver, é cruel.”
Atribui-se ao fato de ter sido demitido do emprego (depois de haver sofrido uma queda no local de trabalho) o motivo para a sua perda de interesse pelo viver. Resolveu voar para a Suíça, onde, como parte ativa de um contrato, buscou o suicídio assistido, ignorando que justamente quando nos defrontamos com dúvidas e dificuldades é que encontramos na certeza da paternidade divina o ânimo para o cumprimento das leis que nos regem a vida.
David Goodall é apenas um dos milhares de casos de morte provocada, nos países que, legalmente, a admitem, todavia, é preciso que o homem se dê conta de que absolutamente nada lhe mata a essência, o espírito eterno, que, dependendo do nível de consciência que detém da gravidade moral do gesto supremo, pode, como diz Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, por minutos de insensatez, contrair séculos de sofrimento.
Que se ilumine o entendimento de quantos sejam possível alcançar-se pelo sincero desejo de paz, porque, pensando que, com a morte, tudo acaba, serão, logo ali, do outro lado dimensional, surpreendidos com a continuação da vida, agora mais desconfortada pela infração aos divinos desígnios.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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