Em nossas mãos


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A TV Globo exibiu (25/03/18) A Outra Terra, de Mike Kahill, filme de ficção científica que concebe a existência de duplicidade do nosso planeta em alguma região do espaço, onde eu e você estaríamos também duplicados, o que seria inadmissível, segundo a Doutrina Espírita. É que, em essência, cada um de nós é uma individualidade, particularíssima, que se eterniza desde a criação. 
 
Todavia, perfeitamente de acordo com o pensamento espírita está a fala do personagem ao asseverar, à certa altura de suas elucubrações, que “nós construímos o nosso futuro.” Evidentemente que se referia ao lado material das coisas, contudo, vale considerar a enormidade do nosso potencial realizador. Dotados da livre vontade, o bom senso nos cobra, insistentemente, que a conjuguemos, responsavelmente, com a inteligência, realizando apenas o que nos convém à evolução que nos felicite. 
 
Somos, realmente, artífices do nosso depois, por isso, o nosso planeta é mesmo o que dele fazemos. Tivéssemos escolhido a melhor conduta e não estaríamos sofrendo as tragédias que muitos dizem serem provocadas pela Natureza, ignorando que os planetas superiores em moralidade são serenos, tranquilos, porque presididos pela psicosfera do bem. 
 
A lei divina é de consequências. Ação e reação causa e efeito. Os trágicos danos que se verificam na face planetária resultam não apenas da ação física do homem, mas, também, de sua doentia emanação mental. Na nossa interação psíquica com o todo universal, agimos aqui e ferimos estrelas, o que pode ser a nosso favor ou contra nós, segundo o sentimento de que  impregnamos a nossa vontade. O nosso destino está em nossas mãos.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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