Problema em família


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Uma leitora, ao mesmo tempo em que abreviava um relato, fez-me a seguinte pergunta: “Do ponto de vista espírita, como explicar que, enquanto é ótimo o relacionamento entre os demais familiares, entre eu e minha mãe, um simples olhar já sugere confusão?” Cara leitora, somos atraídos para reencarnar juntos com determinadas pessoas, formando novo grupo familiar, por força da afinidade de gostos, visão de vida, inclinações, atração afetiva, mas, sobretudo, pelos compromissos que contraímos no passado, fazendo-nos devedores e credores uns dos outros. 
 
Entre você e sua mãe, caso não haja justificativa na atual existência, o que pode estar ocorrendo é o reencontro de espíritos que nutriram desafeição na vida anterior, agora em renovada oportunidade para justiça e reconciliação, já que evoluir nos requer amemos incondicionalmente. 
 
Que uma ou outra se dê conta de que precisa valer-se da aproximação e expor, com caridosa sinceridade: “minha querida, no passado, uma de nós foi suficientemente imprudente para ofender a outra, faltando-nos a necessária grandeza de espírito para perdoar. Voltamos juntas, movidas pela consciência a reclamar conciliação reconfortadora. Não olvidemos o que nos recomendou Jesus: ‘Reconcilia-te com teu inimigo, enquanto caminha com ele’.” 
 
Agora, que você tem suficiente entendimento, aproxime-se da “mamãe”, não a inimiga do passado, mas a amiga do presente e, em clima de perdão, lembre-se de que quem mais se sacrificou para que ambas estivessem novamente juntas, evoluindo para felicitar-se, foi ela, justamente, por haver gerado você, dando-lhe a vida que é, por ora, o maior valor do seu espírito em redenção. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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