O caderno Ilustrada, da Folha (28.02.18), mostra “tirinha” de dois veículos aéreos transportando diversos passageiros. Aproximam-se e um dos ocupantes diz a outro que a “salvação” está entre os seus companheiros de viagem, ao que o amigo retruca: “Não, a salvação está conosco!”
Ao ver o “cartum”, veio-me à mente a questão da “salvação” com a gravidade que a caracteriza. O que é realmente “salvação”? Algumas doutrinas afirmam que salvar-se significa livrar-se do pecado e conseguir a felicidade eterna, num lugar celeste. Já, o Espiritismo ensina que céu, ou felicidade, não está num lugar circunscrito, mas num estado de alma, o que se fundamenta no fato de o Universo infinito em que vivemos não ter alto nem baixo, portanto, não há região determinada para nos reunirmos definitivamente, mas é todo ele de domínio do espírito puro. Enquanto isso não acontece, podemos deter tudo o que almejamos sem que a nossa alma se encontre num ‘céu”, seja pelos anseios não satisfeitos, seja péla separação momentânea daqueles que dizemos amar.
Salvação, isto é, evolução espiritual, advém da prática do Evangelho de Jesus: Perdão e caridade, lema do Espiritismo: “Fora da caridade, não há salvação!” Lembremo-nos de que, respondendo ao moço que o interrogara sobre como conseguir o “reino dos céus”, o Mestre Jesus utilizou a parábola do bom samaritano, da qual se depreende que a prática do bem, nas suas mais diversificadas formas, é que traz o reino dos céus para o nosso coração.
Jesus mostrou o caminho, colocando em nossas mãos a construção da nossa felicidade, ou seja, a nossa salvação, a par do “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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