Igreja católica promove 1º 'semidebate'


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Dom Paulo Roberto Beloto, bispo de Franca, fez a abertura do encontro com 8 dos 11 candidatos a deputado estadual pela cidade
Dom Paulo Roberto Beloto, bispo de Franca, fez a abertura do encontro com 8 dos 11 candidatos a deputado estadual pela cidade
O primeiro “semidebate” entre os candidatos a deputado estadual por Franca deu sono. Com perguntas muito extensas e o número elevado de participantes - oito dos onze candidatos estiveram presentes -, o debate de ideias acabou quase nulo. 
 
Promovido na noite dessa quarta-feira pela Igreja Católica e sem a participação dos candidatos Delegado Radaeli (PMDB), Capitão Severo (PDT) e Ulisses Pinheiro (PSol), o encontro foi dividido em três blocos e durou cerca de uma hora e meia. No primeiro bloco, os candidatos tiveram apenas dois minutos para se apresentarem e responderem à pergunta comum sobre quais são os três principais problemas de Franca e região, quais suas soluções e por que são os mais aptos para resolvê-los. Nenhum dos oito conseguiu responder a todos os questionamentos. Gilson de Souza (DEM), o primeiro a falar, mal tinha começado a elencar os problemas quando o tempo se esgotou. Reclamou e acabou ganhando um minuto extra. Não adiantou muito. Roberto Engler (PSDB) também quis mais 30 segundos, mas não teve o pedido atendido. 
 
No segundo bloco, houve o enfrentamento indireto. As perguntas eram formuladas pela organização, um candidato era sorteado para responder e outro para comentar a resposta. Quem respondia ainda tinha direito à tréplica. O ponto alto do bloco foi a provocação de Laercinho (PP) a seu ex-companheiro em eleições Gilson de Souza. Ao rebater os comentários do deputado, Laercinho cutucou. “Não vou dar na sua canela, Gilson, porque você é meu amigo. Mas fica a pergunta: você já teve tempo para fazer tudo isso que está falando agora, por que não fez?” Como não tinha mais direito de falar, Gilson pediu direito de resposta, que foi negado pela organização. Não satisfeito, resmungou sem o microfone mesmo. 
 
Outro momento foi, quando ao se explicar sobre o atraso na construção da Cidade Judiciária em Franca, Roberto Engler jogou a culpa no governo federal. “O que acontece é que o governo federal havia se comprometido a ajudar com recursos. Mas esses recursos não vieram. Não foi culpa ou falta de vontade do governo de São Paulo”, disse. Mesmo não estando escalado para comentar, Márcio do Flórida, que é do PT, pediu a palavra alegando questão de ordem.
 
Ao perceber que a ordem era a defesa do governo Dilma, o mediador Fábio Cruz logo cortou o microfone e ainda deu uma bronca no petista. “Isso não é questão de ordem, nem direito de resposta.” E foi só.
 
No terceiro bloco, destinado a perguntas feitas pelo público, os escolhidos foram Roberto Engler, Gilson de Souza, Tony Hill (PMN) e Márcio do Flórida. Os temas foram a reforma política proposta pela CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), cadeiras de rodas, a corrupção, o apoio a candidatos de outras cidades e a política carcerária. Todos responderam genericamente e não apresentaram nenhuma novidade. 
 
No último bloco, os candidatos tiveram um minuto para as considerações finais. Todos aproveitaram para agradecer a oportunidade e pedir voto aos eleitores. 
 
Balanço
Ao encerrar o encontro, o bispo de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, considerou o evento proveitoso. “Foi uma aula sobre política. Nos enriquecemos e pudemos conhecer melhor os candidatos que vieram, aos quais agradeço a coragem de vir aqui e expor seus posicionamentos.”
 
Na próxima quarta-feira, a igreja reúne os cinco candidatos a deputado federal por Franca em um encontro nos mesmos moldes no salão da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a Capelinha. 

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