Categoria com o maior número de profissionais em Franca - são cerca de 30 mil trabalhadores -, os sapateiros têm peso relevante para ajudar a definir os rumos de uma eleição. De olho neste filão, parte dos candidatos faz campanha no chão de fábricas em busca de votos. São centenas de pessoas reunidas no mesmo espaço, o que, em tese, facilita a divulgação do nome. Mas, como a concorrência é grande, não basta apenas fazer a visita. É preciso ter argumento para convencer os eleitores de que é a melhor opção.
Márcio do Flórida (PT), candidato a estadual, faz campanha na porta de fábricas na chegada dos sapateiros e no horário do almoço. Ontem, esteve na Mironneli. “Quando o proprietário autoriza, a gente entra para conversar com os trabalhadores. O contato próximo é importante. Percebi que na hora do almoço não é uma boa ideia. O pessoal não gosta de ser interrompido.”
Também postulante a uma cadeira na Assembleia Legislativa, Luiz Vergara (PSB) disse que passou por seis fábricas. “Como sou vereador, as pessoas acabam se recordando. Houve casos em que eles não sabiam que eu era candidato a deputado. Sempre que for possível intercalar os compromissos, vou passar pelas fábricas.”
Corrêa Neves Jr. (PV), candidato a deputado federal, já esteve em nove fábricas e oito bancas de pesponto. Ontem, fez campanha na Francajel. Dependendo do porte da empresa, a visita leva de duas a três horas. “O nosso diferencial é o modo de encarar a política e de fazer as visitas. Fazemos uma campanha sem preguiça e com proposta. Não vou às fábricas só para tirar foto e colocar no Facebook. Temos o que dizer.”
O candidato disse que se apresenta para cada funcionário na linha de produção, fala de suas propostas, responde a perguntas e deixa material de campanha. Contou ser comum encontrar sapateiros muito politizados e também aqueles que estão com raiva de política. “O que mais ouço é o que um deputado federal pode fazer para combater a crise da indústria calçadista. O grande entrave é a alta carga tributária que penaliza empresários e funcionários. Lutarei pela redução. Pretendo representar os interesses do setor, não apenas dos empresários, mas também dos empregados”, concluiu.
Dr. Ubiali (PSB), que tenta a reeleição a federal, ainda não passou por fábricas na campanha. Ele disse que tem priorizado visitas às cidades que têm Apae. “A programação da campanha atrasou por conta da morte do Eduardo Campos. Devo começar as visitas às fábricas na semana que vem. É importante para ajudar a popularizar (a campanha) e entregar material.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.