“Me candidatei para defender os animais, pois hoje não tem ninguém na política que cuide deles.” A afirmação da candidata a deputada estadual pelo PEN Maria Luisa do Cão que Mia, no início de sua entrevista, resume o discurso defendido pela concorrente durante toda a sabatina. A arguição de Maria Luisa aconteceu na manhã de ontem, no auditório “Jornalista Corrêa Neves”, na sede do GCN.
A candidata do PEN afirmou que sua primeira ação, caso seja eleita deputada estadual, será a busca por verbas para castrar os animais. “Junto com a lei que proibiu a matança dos animais de rua, veio a lei da castração. Existem cidades que conseguiram fazer o controle da população de animais de rua. Mas Franca demorou anos para fazer a primeira castração depois da sanção da lei. Se Franca castrasse 1.500 cães por mês, a população canina de rua da cidade sumiria em dois anos.”
Maria Luisa afirmou ainda que as verbas direcionadas para ações de defesa dos animais não iriam prejudicar os investimentos em outras áreas como saúde, educação ou segurança. “O Estado tem dinheiro, é só não embolar o meio de campo. Eu escolho defender os animais, mas não é por isso que vai faltar verba para outras causas. É só saber gerenciar.”
Com 30 anos de trabalho com proteção de “cães, gatos e cavalos”, Maria Luisa disse que o grupo Cão que Mia não é uma ONG e que se mantém com verba dos próprios voluntários. “Quase tudo que fazemos é com dinheiro do nosso bolso. Existe a ONG Nuance, com quem trabalhamos em conjunto. Mas daqui uns cinco ou seis meses vamos ter uma ambulância para atender animais em regiões carentes da cidade, e isso foi a gente que conseguiu”, afirmou a candidata que, apesar de estar em plena campanha eleitoral, não deixa de participar da feira de doação de cães que a Cão que Mia promove aos sábados no cruzamento das avenidas Major Nicácio com Presidente Vargas.
Outros temas
Outra área bastante defendida por Maria Luisa do Cão que Mia é a educação pública. A candidata do PEN é professora de Ciências e Matemática na rede estadual, mas está afastada por problemas de audição. Ela culpa os problemas da área de serem a raiz de diversas outras deficiências enfrentadas pela população.
Maria Luisa prometeu que, caso seja eleita, irá lutar pelo fim do atual sistema de progressão continuada. “Com esse sistema, criamos uma geração de analfabetos. Já tive alunos do 3º ano do ensino médio que não sabia ler uma frase juntando as palavras, ou que não sabia escrever o nome. Eu mesma já repeti alunos que, por conta da progressão continuada, acabaram passando”, disse a candidata que afirmou ainda discordar do atual sistema de bonificação dos professores praticado pelo governo de São Paulo.
Educação também foi a solução apontada pela candidata do PEN para os problemas do trânsito nas cidades e para o combate às drogas. “Eu sou a favor da internação compulsória dos viciados, mas acho que não é internando que você acaba com o problema. Você tem que dar condições para quando ele sair dali, com um programa de socialização, com cursos profissionalizantes, por exemplo.”
Avaliação
Ao final da sabatina, Maria Luisa disse ter aprovado sua participação. “Minha campanha é pequena e essa oportunidade foi muito boa. Eu espero ter conseguido passar minhas ideias e ter conquistado as pessoas pelo coração. Meu diferencial dos outros é a defesa dos animais. Nós não temos nenhum candidato na região que levanta essa bandeira. Quem simpatiza pela causa pode votar em mim que não vai se arrepender.”
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