‘Estou disposta a doar a minha vida em prol da população’


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Delegada Graciela, candidata do PP a deputada federal: ‘Cabe ao povo, agora, dizer se os nossos representantes foram ou não representantes certos para a nossa região’
Delegada Graciela, candidata do PP a deputada federal: ‘Cabe ao povo, agora, dizer se os nossos representantes foram ou não representantes certos para a nossa região’
A candidata do PP a deputada federal Delegada Graciela foi sabatinada pelo GCN ontem. Se a intenção era não se comprometer, cumpriu a lição de casa. Aparentemente tranquila, manteve distância de polêmicas e se alongou nas respostas para ganhar tempo. Foi econômica no detalhamento de suas propostas. A maior parte das perguntas recebeu respostas superficiais. Disse que sua prioridade será trabalhar pela segurança, saúde e educação. “Podem confiar, porque estou disposta a doar a minha vida e o meu trabalho em prol da população de Franca.”
 
Graciela disse que o trabalho realizado há quase 30 anos na Delegacia da Mulher possibilitou que conhecesse as demandas da população. “Ali, na delegacia, além de estar combatendo os crimes propriamente, eu tenho a oportunidade de ter esse contato mais próximo com as famílias. É ali que eu tomo conhecimento das necessidades que a nossa população vive.”
 
Disse, sem citar como, que buscará recursos para permitir a realização de mutirões de cirurgias eletivas, para colocar em funcionamento 64 leitos da Santa Casa que estão prontos e sem uso, construir uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na região do Jardim Paulistano e que também entrará na luta para corrigir os valores da tabela SUS. Defendeu a vinda de mais creches, a instalação de uma companhia de engenharia de tráfego, monitoramento, adoção de penalidades mais severas para criminosos e reforma trabalhista. 
 
Afirmou que a falta de empenho político impede a instalação de uma unidade da Polícia Federal em Franca. “Nós vamos ter esse empenho, usar essa força que nós sempre tivemos.” Apesar do comentário, evitou criticar o deputado federal Doutor Ubiali (PSB). “Eu não vou ficar aqui fazendo julgamentos. Eu acho que está no momento correto do povo fazer essa avaliação. Cabe ao povo, agora, dizer se os nossos representantes foram ou não representantes certos para a nossa região.” Graciela disse que é contra a legalização das drogas e do aborto.
 
Polêmicas
Perguntada se não se sente constrangida em pertencer a um partido cujo principal expoente é Paulo Maluf, que está com a candidatura impugnada por ser ficha suja, se esquivou. “Eu quero dizer que eu não tenho que estar preocupada com os outros candidatos, a vida, as apurações e a vida do Maluf, acho que ele que tem que responder e cuidar. Eu tenho que estar preocupada com a minha candidatura.”
 
Cobrou coerência dos vereadores Laercinho e Claudinei da Rocha, filiados ao seu partido, mas que passaram a integrar a base de apoio ao prefeito tão logo ela, que é presidente do diretório municipal, foi derrotada por Alexandre Ferreira (PSDB) nas eleições para prefeito. “Acho que o que um político não pode ter na vida é incoerência. Eu fui uma vereadora que batia o pé e era independente. Dou total liberdade para que eles tenham suas atitudes, mas vão ter que responder pelos seus atos perante o povo.” Disse que não partiu dela a decisão para que Laercinho se candidatasse a deputado estadual. “Ele viabilizou a candidatura dele através do diretório estadual. Ele tem um projeto e eu tenho outro.”
 
Graciela defendeu a dobradinha que fez com Carlão de Igarapava (PDT) e disse que sua decisão não contraria a campanha Voto Nosso, que defende o voto em candidatos de Franca. “Sou a favor da campanha, mas não podemos excluir a região. É o famoso voto distrital que todos os candidatos estão defendendo. Não podemos nos fechar.”
 
Questionada se continua achando a Câmara frouxa, como afirmou em 2008, a delegada saiu pela tangente e disse que, como está fora do Legislativo, não tem como fazer uma avaliação precisa. “Naquela ocasião, eu afirmei que a Câmara era frouxa. Agora, quem vai julgar se a Câmara é frouxa, ou não é, é o povo.”

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