O candidato a deputado federal por Franca Adérmis Marini (PSDB) colocou em prática ontem, durante sabatina no GCN, o ditado que diz: “a melhor defesa é o ataque”. A atitude defensiva foi praticada pelo candidato ao responder diversas perguntas e se tornou nítida quando questionado sobre o motivo de sua ausência durante a votação do pedido de abertura de Comissão Processante contra o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), na última terça-feira. O resultado foi excesso de ataques e escassez de propostas.
Na sessão desta semana da Câmara, a primeira pauta colocada em votação foi a criação de Comissão Processante contra Alexandre, que poderia levar à cassação do prefeito. Apenas quatro vereadores votaram a favor da abertura, outros 10 se posicionaram contra. Adérmis foi o único ausente.
Questionado pelos jornalistas, o candidato tentou justificar sua ausência alegando que havia se atrasado porque foi parado na rua por munícipes. “Fui tomar café em um posto antes da sessão e, na saída, me pararam. Na entrada da Câmara, me pararam de novo. Quando entrei no plenário, já tinha sido votado o pedido”, disse Adérmis, que completou declarando que teria votado contra a investigação.
Adérmis também atacou quando foi questionado sobre o abandono do mandato de vereador caso seja eleito deputado federal. “Já respondi isso na minha apresentação. Como deputado federal, minha atuação vai ser muito maior.” O candidato teve reação parecida quando os jornalistas lhe perguntaram sobre a falta de apoio de líderes francanos do PSDB à sua candidatura. “Vocês estão equivocados. O prefeito (Alexandre Ferreira) me apoia, sim. O (Roberto) Engler e eu temos trabalhos pontuais juntos em Franca”, disse, tentando minimizar nota publicada pelo Comércio, na qual a assessoria do deputado afirma que Engler não faz dobradinha com ninguém em Franca.
Sobre saúde, Adérmis elogiou as ações da Prefeitura e disse que os problemas do setor na cidade são culpa do Governo Federal. “Franca tem problemas pontuais e o executivo municipal tem se movimentado para solucionar. Mas ainda está distante da necessidade, porque o problema é nacional.”
O candidato ainda reafirmou seu apoio ao prefeito, de quem era líder na Câmara e abandonou o posto no final do ano passado. Quando questionado sobre o assunto, disse que seria por causa de sua candidatura, mas replicado pelos jornalistas, assumiu que foi por desavenças com Alexandre.
Posições
Diante de tantos ataques, sobrou apenas o último bloco da sabatina para Adérmis apresentar suas posições. O candidato foi firme em suas opiniões, mas apresentou poucas propostas para um eventual mandato no Congresso Nacional. Chegou a propor um plano nacional de segurança pública, que já existe.
“O governo federal tem pouco menos de 10 mil homens para fechar as fronteiras. E grande parte dos nossos problemas com armas e drogas vem das fronteiras. O sistema penitenciário atual está falido, precisamos discutir a privatização dos presídios e penas alternativas para os crimes pequenos”, disse Adérmis sobre segurança.
O candidato também manifestou ser contra o aborto, a legalização das drogas e as cotas raciais nas universidades e concursos públicos. Adérmis declarou ser favorável à adoção de crianças por casais homossexuais e disse que irá defender a reforma eleitoral e política, a inclusão de pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho, além do setor calçadista. “Defendo a instalação de um parque tecnológico em Franca para gerar mão de obra qualificada para o setor calçadista.”
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