Candidato Tony Hill diz que ‘a hora é agora. O momento é de renovação’


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O radialista Tony Hill faz sua estreia em campanhas eleitorais: ‘Vamos ganhar na disposição, no corpo a corpo, olhando nos olhos e pegando nas mãos das pessoas’
O radialista Tony Hill faz sua estreia em campanhas eleitorais: ‘Vamos ganhar na disposição, no corpo a corpo, olhando nos olhos e pegando nas mãos das pessoas’
Antes de responder a qualquer pergunta na sabatina do GCN ontem, Tony Hill se levantou da poltrona, tirou o chapéu e pediu a todos que estavam no auditório para acompanhá-lo na oração do Pai Nosso. Rogada a proteção divina, o candidato a deputado estadual pelo PMN repetiu por três vezes o bordão “É eu, bem” durante a entrevista de uma hora. Também caprichou nas frases elaboradas. “O nosso povo, a nossa gente vai parar de sofrer, porque agora vai ter um candidato que vai se levantar e lutar com unhas e dentes.” Se sobrou vontade, faltaram propostas consistentes.
 
Aos 38 anos, o radialista faz sua estreia em campanhas eleitorais. Disse que decidiu se candidatar de tanto ouvir reclamações do povo. “A hora é agora. O momento é de renovação. Tocou no meu coração de sair.” Ele não acredita que a falta de experiência possa prejudicá-lo. “Tudo na vida tem a primeira vez. Os que estão aí também tiveram a primeira vez.” 
 
O candidato negou comentários feitos nos bastidores de que teria entrado na disputa por orientação de Sidnei Rocha (PSDB) para dividir votos e tentar prejudicar os deputados estaduais que disputam a reeleição Roberto Engler (PSDB) e Gilson de Souza (DEM), adversários políticos do ex-prefeito. “Jamais entraria para atrapalhar alguém.”
 
Disse ter recebido o apoio do patrão na rádio Estúdio 1 FM para se candidatar. “O Sidnei me incentivou a sair e disse que a cidade precisa de pessoas como eu.” Sidnei também apoia Evandro Losacco (PSDB), cujo reduto eleitoral é São Paulo, para estadual.
 
Na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, Tony Hill apresentou R$ 575 de arrecadação e um gasto de R$ 375. Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, ele enfrenta dois atuais deputados e pelo menos três outros concorrentes com campanhas estruturadas. Apesar da desvantagem financeira, foi otimista ao falar de suas chances de vencer. “Vamos ganhar na disposição, no corpo a corpo, olhando nos olhos e pegando nas mãos das pessoas.”
 
Questionado sobre a demanda da cidade que terá sua prioridade caso eleito, afirmou que é a moradia popular. “Muitas pessoas cobram muito isso. Vamos trabalhar para trazer mais verbas para construir mais casas em Franca.” Pouco depois, disse que a bandeira que vai segurar será a da saúde. “Nós vamos trabalhar para trazer mais PSF, Programa Saúde da Família, mais UBS e médicos para diminuir as filas de espera.”
 
Defendeu o fim do ICMS dos medicamentos, principalmente dos genéricos, posicionou-se contra a legalização das drogas e disse que espera implantar no Estado um projeto que denominou de “casa de restauração”, para prestar atendimento adequado aos dependentes químicos. Disse ser um exagero estabelecer cotas para negros em universidades e concursos públicos. Apoia a implantação da tarifa zero no transporte público, mas não soube dizer quem pagará a conta. “Boa pergunta! Vamos estudar.”
 
Tony Hill disse que vai se empenhar para que Franca volte a promover festas de rodeio, hoje inviabilizadas por conta de lei municipal. Ele também quer trazer de volta a Expoagro. O candidato encerrou a entrevista com agradecimentos a Deus e a seu patrão Sidnei Rocha. “Ele é um professor, chamo ele sempre de mestre, me dá uma grande força, uma experiência tremenda.” E, claro, para fechar não poderia faltar o bordão. “É eu, bem.”

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