Horário eleitoral terá impacto mínimo nas campanhas de deputado


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Tony Hill, candidato do PMN a deputado estadual, distribui santinhos na zona Norte. Ele reclamou do tempo no horário eleitoral: “Não dá tempo nem de falar ‘É eu bem’”
Tony Hill, candidato do PMN a deputado estadual, distribui santinhos na zona Norte. Ele reclamou do tempo no horário eleitoral: “Não dá tempo nem de falar ‘É eu bem’”
Começa hoje a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Se você não prestar muito atenção, certamente não verá o seu candidato a deputado - a maioria tem poucos segundos no ar. Relevante para as campanhas majoritárias, como as de governador e presidente, o impacto do programa nas candidaturas proporcionais será mínimo. Há concorrentes demais e tempo de menos. Pouco provável que o eleitor escolha seu representante para Assembleia Legislativa e Câmara Federal por esse meio de divulgação.
 
Os candidatos a deputado federal vão aparecer às terças, quintas e sábados. Já os estaduais terão as segundas, quartas e sextas-feiras para fazer propaganda. Serão duas exibições de 25 minutos (federais) ou 20 minutos (estaduais) por dia. O tempo será dividido entre os partidos levando-se em consideração as coligações. Os partidos, por sua vez, vão dividir os tempos a que têm direito entre seus candidatos. Não sobra quase nada para ninguém.
 
Tony Hill, do PMN, disse ao Comércio recentemente que mal conseguirá dizer “É eu, bem” nos seis segundos que ganhou. Corrêa Neves Jr. (PV) teve 11 segundos para gravar sua mensagem aos eleitores. Ele disse que, com raras exceções, todos os candidatos terão poucos segundos, tempo insuficiente para detalhar qualquer proposta. “A campanha acontece mesmo é nas ruas, no contato direto com as pessoas, no olho no olho. E também na internet, nas sabatinas e nos espaços abertos pela imprensa para a divulgação de opiniões e propostas”, disse.
 
Candidato ao sétimo mandato consecutivo de deputado estadual, Roberto Engler (PSDB) não teve mais do que 14 segundos para falar de suas propostas para continuar representando Franca. “As inserções do horário eleitoral, no caso das candidaturas proporcionais, acabam tendo um tempo muito curto. É claro que não é algo de que se deva abrir mão, mas seu efeito, na maioria das vezes, não é decisivo numa campanha para deputado. No meu caso, busquei ressaltar a identificação com Franca e falar um pouco do trabalho que vem sendo realizado.”
 
Estreante na disputa, Luiz Vergara (PSB) teve de se virar em sete segundos para se apresentar e tentar convencer os eleitores. “Mal dá tempo de falar o nome e o número. Precisamos buscar outras alternativas para chegar ao eleitor como a campanha de ruas, a cobertura que a imprensa faz e as redes sociais. Temos que usar todas as ferramentas disponíveis.” O horário eleitoral se estenderá até o dia 2 de outubro. 
 

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