A história de João e seu pé de feijão é bastante conhecida das crian-ças. Ela fala de um menino chamado João que ganhou umas sementes mágicas de feijões. Ele as plantou, e um pé brotou cresceu, cresceu e chegou até o céu. Pelos tortuosos caminhos do caule, o menino João foi subindo, subindo até chegar a um mundo novo, dife-rente do que habitava na Terra. Ali ele encontrou um grande gigante que comia gente. Perseguido. João escapa e corta o pé de feijão com um machado, impedindo que o gigante chegue à Terra.
A história, muito antiga, fazia parte do conjunto de relatos folclóricos do povo inglês. Um escritor chamado Joseph Jacobs, interessado em reunir tais histórias que eram contadas oralmente pelo povo, as publicou em livro dedicado às crianças em 1890. O título escolhido para o livro foi Contos do Folclore Inglês. Ele queria preservar as histórias, impedindo que fossem esquecidas e desaparecessem.
Inspirado nesta narrativa, João e o Pé de Feijão, um diretor de cinema criou história parecida, Jack, o Caçador de Gigantes. Jack, como João, planta sementes mágicas. Numa noite de tempestade os feijões brotam e levam a casa de Jack para o alto, onde vivem os gigantes comedores de gente. Levam também a princesa do reino de Jack. Os Gigantes descem à Terra e declaram guerra aos humanos.
No filme, a gente do Bem, liderada pelo herói Jack, une-se para planejar a resistência. Entre os personagens que giram em torno do Jack estão Isabelle, a princesa corajosa; o rei Brahmwell, que precisa se decidir sobre o que fazer para defender seu povo; Elmont, o fiel escudeiro do rei; Lorde Roderick, que é falso e só deseja se apode-rar do trono; e Fallon, o gigante de duas cabeças que lidera sua turma. O filme tem imagens assustadoras.
Será que existiram de fato, em algum tempo, gigantes na vida real? Como a
Bíblia fala deles no livro do Gênesis, muitos respondem que sim. Mas não há qualquer evidência de sua presença, tipo fóssil ou múmia. E, quando não há evidência não existe fato para a ciência.
De certo, mesmo, é que os gigantes habitaram as cabeças de muitos escritores. Um deles, que se tornou famoso e conhecido no mundo inteiro, foi Jonathan Swift. Nascido na Irlanda, escreveu um romance de aventuras chamado Viagens de Gulliver. Este Gulliver é um médico que vive muitas aventuras a bordo de um navio. A embarcação passa por vários lugares diferentes ao redor do mundo. A primeira parada é em Lilliput. Este é o lugar onde os moradores são tão pequenos que cabem na palma da mão de Gulliver. Para seres tão pequeninos, Gulliver se torna um gigante.
Na segunda parada, a situação se inverte. O navio onde Gulliver se encontra atraca na ilha de Brobgingnag, onde os habitantes são de uma altura descomunal. Neste lugar quem se sente uma formiguinha é Gulliver. Para chegar à cabeça de um dos gigantes ele faz um trabalho semelhante ao de escalar montanhas.
Vários escritores falaram às crianças sobre mudança de tamanho, entre eles o inglês Lewis Caroll, em Alice no País da Maravilhas, e o brasileiro Monteiro Lobato, no Sítio do Pica-pau Amarelo. Ambos criaram situações em que suas personagens podiam aumentar ou diminuir de tamanho. Tudo ficção.
As viagens de Gulliver e Jack, o Caçador de Gigantes, são duas obras de arte que nos falam de gigantes. Na vida real, os humanos variam de altura. Por toda parte há pessoas mais baixas e mais altas. Mas ninguém é do tamanho de uma montanha ou de uma formiguinha.
Assista ao trailer aqui.
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