Médica denuncia rotina de pesadelo no PS Infantil

O atendimento nos prontos-socorros de Franca tem sido alvo de duras críticas da população. Mau atendimento, falta de profissionais e até 5 horas de espera são as pri

22/06/2006 | Tempo de leitura: 2 min

A pediatra Rosana Gadelia dos Santos abre o jogo e cobra a Prefeitura de Franca: ‘Queremos melhores condições para trabalhar’
A pediatra Rosana Gadelia dos Santos abre o jogo e cobra a Prefeitura de Franca: ‘Queremos melhores condições para trabalhar’
O atendimento dos PSs “Doutor Janjão” e Infantil há muito tempo deixa a desejar. Entre os principais problemas estão a demora para as consultas e a crônica falta de remédios para a população carente. Todos os dias, pacientes reclamam dos serviços dos prontos-socorros. Boa parte das críticas recai sobre os médicos. Inconformada com a situação, a pediatra Rosana Gadelia dos Santos resolveu protestar. A médica enviou uma carta à redação do Comércio da Franca e concedeu uma entrevista. Ela ressaltou que o mau atendimento à população se justifica pelas precárias condições de trabalho oferecidas pela Prefeitura. “O atendimento com apenas dois pediatras para Franca e região é desumano com as crianças e com os profissionais”, disse. A médica não conteve a revolta após viver uma noite de pesadelo no PS Infantil, situação que se repete há várias semanas. No último sábado, três pediatras estavam escalados para o plantão, mas um faltou e a Prefeitura não tomou providência. Assim, dois médicos, um deles com pneumonia, foram responsáveis por todos os atendimentos. “É um pouco-caso com os profissionais, as crianças e os pais. Eles chegaram a esperar cinco horas para ser atendidos. Estamos sobrecarregados e os pacientes estão insatisfeitos”. O caos poderia ter sido amenizado no outono. Segundo a pediatra, em janeiro, a Administração do PS foi avisada sobre a necessidade de contratação de mais profissionais para esta época, pois o tempo seco aumenta a incidência de doenças respiratórias, mas nada foi feito. “Avisamos que teríamos de trabalhar no mínimo em quatro médicos nesta época do ano. Cantamos a bola de que precisaria melhorar as condições físicas do pronto-socorro, contratar mais pessoas, mas parece que não estão nem aí”. O secretário Alexandre Ferreira não foi localizado para comentar a situação, apesar dos insistentes telefonemas feitos pela reportagem durante todo o dia de ontem para a Secretaria de Saúde, para seu celular e para sua casa (10 ligações ao todo). Até o fechamento dessa edição, ele não havia retornado nenhum dos recados. No último dia 19, em entrevista ao Comércio, o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, deu uma versão, no mínimo curiosa, para a falta de profissionais no PS. Disse que a Prefeitura quer aumentar o número de médicos, mas que a pressão dos usuários e da imprensa atrapalha a contratação. “Estão apavorados (os médicos). A família (dos pacientes) xinga um pouco, o jornal e a rádio falam. Está todo mundo com medo”. Segundo Rosana, a história é outra. “O problema é o excesso de trabalho. Teve gente que passou no concurso, fez um plantão e depois fugiu”disse ela.

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