EM 20 MINUTOS

Coreia do Norte desvia US$6,36 bi no maior ataque hacker do mundo

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/pymnts.com
A empresa de análise de blockchain TRM atribuiu o ataque ao TraderTraitor, grupo hacker ligado à Coreia do Norte.
A empresa de análise de blockchain TRM atribuiu o ataque ao TraderTraitor, grupo hacker ligado à Coreia do Norte.

Um ataque hacker à Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, desviou aproximadamente US$ 6,36 bilhões (cerca de R$ 34,5 bilhões) de carteiras da plataforma em 29 de outubro de 2026. Este é o maior roubo de criptomoedas já registrado, com valor quatro vezes superior ao ataque de US$ 1,5 bilhão contra a Bybit, em fevereiro de 2025.

A empresa de análise de blockchain TRM atribuiu o ataque ao TraderTraitor, grupo hacker ligado à Coreia do Norte. A avaliação tem alto grau de confiança e considera informações obtidas dentro e fora das redes de criptomoedas.

Os criminosos retiraram ativos de carteiras da Binance em dez redes diferentes. A maior parte das transferências foi realizada em aproximadamente 20 minutos, a partir das 20h05 (UTC). Após identificar o incidente, a corretora suspendeu temporariamente saques em várias redes e informou que os fundos dos usuários estavam seguros.

Segundo a TRM, o ataque explorou uma vulnerabilidade na infraestrutura de assinatura das carteiras digitais da Binance. Na rede Ethereum, os criminosos utilizaram uma autorização pré-assinada para assumir o controle de uma carteira da corretora e transferir seus ativos para endereços controlados pelo grupo.

A análise aponta que a preparação começou pelo menos 36 horas antes do roubo. Os invasores realizaram testes com carteiras e prepararam assinaturas antecipadamente para executar as transferências em sequência.

US$ 2,7 bilhões foram congelados

Após o ataque, empresas emissoras de criptomoedas e responsáveis por redes blockchain adotaram medidas para impedir a movimentação de parte dos ativos. Tether, Circle, Ripple e World Liberty Financial congelaram aproximadamente US$ 2,67 bilhões em stablecoins. A Arbitrum também bloqueou cerca de US$ 30 milhões em Ethereum e tokens ARB.

Apesar das medidas, os criminosos conseguiram converter parte dos valores roubados em ativos que não podem ser congelados diretamente por emissores. Segundo a TRM, o grupo ainda controla mais de 420 mil unidades de Ethereum e 18.270 bitcoins, avaliados em aproximadamente US$ 2,4 bilhões.

Parte dos recursos foi movimentada via operações em plataformas de negociação e protocolos de empréstimo. Os criminosos também utilizaram a técnica "peel chain", que consiste em dividir grandes quantias em transferências menores para dificultar o rastreamento.

A investigação continua. A TRM monitora os endereços envolvidos e alerta corretoras, plataformas de negociação e equipes de compliance sobre possíveis tentativas de movimentação dos recursos roubados.

Com informações da TRM.

Comentários

Comentários