Na hora de votar neste domingo (4), papel e caneta podem evitar esquecimento e ajudar a diminuir o tempo diante da urna. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que o eleitor leve uma “colinha” de papel com os números dos candidatos escolhidos, já na ordem em que eles aparecerão na urna eletrônica. A orientação ganha importância em 2026 porque serão seis escolhas, incluindo dois votos diferentes para senador.
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E há uma razão para a anotação ser feita no papel: o celular não pode acompanhar o eleitor até a cabine de votação, nem mesmo desligado. Antes de ir até a urna, o aparelho deverá ser desligado e deixado no local indicado pela mesa receptora, que ficará responsável por sua guarda até o fim da votação. A regra também vale para câmeras, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar ou transmitir o voto.
O eleitor pode usar o celular no local de votação e até apresentar documentos digitais para identificação, quando atendidos os requisitos. O aparelho, porém, precisa ficar com os mesários antes do acesso à cabine. Quem se recusar a entregá-lo não será autorizado a votar naquele momento; a ocorrência deverá ser registrada em ata e, se necessário, a força policial poderá ser acionada.
São seis escolhas na urna
A sequência começa pelos cargos proporcionais e termina com as disputas majoritárias. O primeiro voto será para deputado federal, com quatro números, seguido por deputado estadual, com cinco. Depois será a vez dos dois candidatos ao Senado, cada um com três números. Governador e presidente encerram a votação, ambos com dois dígitos.
A ordem será, portanto: deputado federal; deputado estadual; senador — primeira vaga; senador — segunda vaga; governador; e presidente da República. O TSE incentiva que a colinha seja preparada antes da chegada à seção eleitoral, justamente para facilitar a consulta e tornar a passagem pela urna mais rápida.
Neste ano, a urna eletrônica também terá uma barra de progresso na parte superior da tela, indicando quais etapas da votação já foram concluídas e quais ainda faltam.
Por que há dois votos para senador?
A atenção precisa ser redobrada na escolha para o Senado. Em 2026, serão renovados dois terços das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a 54 vagas, razão pela qual cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes.
O voto para senador é nominal. Isso significa que é necessário digitar os três números do candidato e não apenas os dois números correspondentes ao partido. Em São Paulo, somente candidaturas ao Senado registradas no próprio estado podem receber votos dos eleitores paulistas.
A Justiça Eleitoral disponibilizou um modelo que pode ser impresso e preenchido antecipadamente: Baixe a colinha eleitoral do TRE-SP
A recomendação é simples: anotar os números antes de sair de casa e levar o papel para a cabine.